Sentido
Aug 23, 2017 · 1 min read
Devora-me com o olhar que súplica uma composição embriagante
Sedento e molhado ao sangue
Atira-me com palavras impróprias para um ser, crer
Sentada num'abismo frio, sorrir
Tomando uma bebida enfadonha
Bebo-te à tua presença
Esquecendo como interrupções viciantes nas lojas que cobram rins
Desviando de calçadas quebradas e de corações tortos
Tudo isto não é agora
Não perguntarei para onde ir, meninas dos olhos negros
Mesmo sendo vigiados pelos olhos que cambaleiam a realidade, e se se concentram a história
Dentro de veículos que traçam destinos certos
Vamos seguindo sem saber para onde ir
Vamos desfazendo o suor em nossas mãos e nossos nós
Quem será o primeiro a ceder ao delírio do outro?

