No Caminho do Bem acaba de ficar mais florido

com Flávia Rodrigues, artista visual que através

dos bordados conta sua história.

Há tempos já paquerava com o trabalho da Flávia,

acho lindo e expressivo.

Estava articulando uma oportunidade para conhece-lo melhor.

Quando entrei em contato com ela para explicar melhor sobre

o que era o No Caminho do Bem e que estava querendo escrever

sobre ela, de cara ela abraçou a ideia!

Senti que ela vibrava positivamente a cada conquista,
o que é uma preciosidade.

Durante a conversa que tivemos ela me contou tudinho,

como ela descobriu o que ama fazer, os seus receios

e como está no caminho do bem só atrai incríveis.

“Aprendi a bordar em 2013, com a Martha e a dona Antônia,

que são da família Matizes Dumont (família de bordadeiras de Minas).

Resolvi bordar naquela época,

porque eu estudava Design de Moda na UFC

e estava iniciando a minha marca autoral de moda praia

e eu tinha esse sonho de trabalhar com slow fashion

e peças artesanais e bordadas.

Enquanto eu estava com a marca,

as pessoas se interessavam muito pelo bordado das peças

e perguntavam se eu ensinava.

Foi quando eu comecei a dar aula de bordado dentro da lojinha e amar.

Ensinar foi uma descoberta muito boa pra mim,

porque ensinando, eu aprendia mais sobre o bordado.

Então decidi parar com a marca em 2015

e decidi que ia viver de bordado.

Foi uma decisão difícil, porque eu sabia

que seria uma vida instável financeiramente.

Mas resolvi arriscar, porque pensei “Sou nova, dá tempo de arriscar.

Se não der certo, eu volto a trabalhar com moda.”

E então investi tudo pra abrir o ateliê,

que é o lugar onde eu dou cursos,

bordo as encomendas e abro para outros cursos e eventos.

Por exemplo, o ateliê já recebeu curso de aquarela,

hoje recebe um grupo de estudos sobre feminismo

e o espaço é aberto para propostas desse tipo.

Caso alguém de outro estado queira ministrar

um curso ou oficina em Fortaleza,

o ateliê existe para receber essas pessoas.

Quanto aos bordados,

comecei a postar mais os bordados que eu fazia

e vi que as pessoas gostavam

e se interessavam em pedir encomendas.

E a grande surpresa aconteceu este ano,

quando recebi o convite dO Mercador

para realizar uma exposição no Estoril,

ao lado do artista e amigo Thadeu Dias.

Nós dois trabalhamos durante seis meses no ateliê,

criando, experimentando técnicas e materiais

e foi um período muito rico de descobertas sob

o acompanhamento da curadora Bárbara Cariry.

A exposição se chamou Quarto D’água,

por carregar a afetividade e os significados

que o mar tem pra mim e pro Thadeu.

E desde esses acontecimentos positivos,

essa visibilidade, vejo que é um caminho que dá certo

e me permito mergulhar cada vez mais no meu potencial criativo

e acreditar nas coisas que eu faço.

Hoje trabalho dando cursos e oficinas,

recebendo encomendas de bordado

e dedicando um tempo para os meus projetos autorais.”