Por aí — Hiroshima e imediações

Hanneli Tavante
Jul 10, 2017 · 3 min read

23 de maio — era uma noite quente e abafada quando o trem chegou em Hiroshima. O hotel que consegui de última hora era um pouco longe da estação. Com a ajuda do Google Maps, encontrei o tram que me levaria até o local. Para minha surpresa, após o checkin, recebi um quarto bem maior do que os de Kyoto ou Osaka. As acomodações se encontravam perto de muitas lojas e restaurantes. Como já era tarde, fui dormir para iniciar o dia cedo na manhã que se seguiria.

Hiroshima é um local fascinante. O objetivo desse post não é falar sobre a Segunda Guerra mundial, mas a cidade é prova de que podemos sim nos reconstruir de grandes tragédias. Devido a esse fato, o plano era passar dois dias na cidade e rumar para Fukuoka quinta-feira à noite. Infelizmente, o imprevisto com o hotel me fez gastar uma grana extra (encontrar acomodações de última hora no Japão vai machucar demais seu bolso), e tivemos que ficar uma noite em um estabelecimento e a noite seguinte encontrar outro local com um quarto vago. Nas terras japonesas é comum encontrar hotéis/hostels que possuem quartos para fumantes e a todo custo queria evitar pegar um desses. Fica a dica para quando você viajar para lá caso tenha problemas com o cheiro de cigarro.

O azar não deu trégua: muita chuva no dia seguinte. Após o café da manhã (que foi excelente no Washington Hotel), fiz as malas mas mal pude sair — muita água do lado de fora. A solução foi ficar em um local coberto, tomando café e procrastinando.

O tempo perdido foi recuperado! Com o cessar da chuva, visitei o monumento da bomba atômica e o Memorial da Paz, bem em tempo de encontrar um jovem coral de estudantes japoneses cantando uma canção em memória das vítimas. Muito marcante. Muitas crianças e jovens de todo Japão visitam a cidade, especialmente durante o verão. Foi uma visita a um local cheio de história e dor.

Na sequência, uma passada rápida no Castelo de Hiroshima. Não há nada muito marcante por lá — o local foi reconstruído após a II Guerra. Peguei-me imaginando que aquele local fora TOTALMENTE refeito! Impressionante. É difícil acreditar que a cidade, cheia de centros comerciais, pessoas, trens e carros, teve de ser refeita.

Um local famoso nas proximidade de Hiroshima é a ilha de Itsukushima. Peguei o trem da estação central até Miyajimaguchi e de lá, uma balsa até a ilha. Muita sorte — o trajeto todo é coberto pelo JRail Pass! Chegando no local, o sol deu as caras e novamente enfrentei muito calor.

Além do templo, a ilha possui cervos! Diferentemente de Nara, os animais não são nada dóceis e há diversos avisos recomendando não tocá-los e nem alimentá-los. Após uma caminhada, rumei para o Funicular de Miyajima (Miyajima Ropeway) para alcançar o topo da montanha que fica na ilha. A vista é muito bacana e o passeio não foi caro — fica a recomendação.

Depois de um breve passeio, fiz o caminho de volta para a base da montanha, andei pelos vilarejos da ilha, apreciei os famosos Okonomiyakis (que pareciam deliciosos), peguei a balsa de volta para Miyajimaguchi e voltei a Hiroshima. Depois de um apressado jantar no bom e velho Family Mart, era hora de encarar o último Shinkansen da Jornada, rumo a Fukuoka. Na manhã seguinte me despediria do Japão — mas essa aventura fica para o próximo post. Obrigada por ler!

Hanneli Tavante

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