Ihhh, viado, tá na hora da porrada

Saio de casa com o corpo fresco de banho, a onça me acompanha na conversa, no cigarro e na gargalhada. Fazia tempo jurava o papo, uma volta noturna. A avenida fechada para o carnaval tinha um fluxo frouxo de gente. No sentido Praça, descuido das feras.

Cego do vento que seca a pele, queima o cigarro num átimo,

ele diz:

- Ihhhhh-viaaaado-tá-na-hora-da-porrada!

Congelo. À noite neva em Vitória, mesmo em fevereiro. Agora derreto rápido. Dou de beber à sombra gulosa que amaldiçoa a palavra viado na boca que não sabe dançar.