Lições de um popular
Ontem fui no centro com um lista do diversos produtos para compra de vegetais, assento de privada, balde de ração e carne, porém fiz algo diferente, eu fui popular, sabes como?
Te digo, comendo em uma lancheria Popular. Cheguei na tal lancheria e perguntei:
-Mass chêê!! quanto tá os salgadu?
O garçom responde :
-Depende, uns 5 pilas. Acabou de sair esse risolis de carne.
Se tem um coisa que eu gosto é rissoles, rissoles frescos então, que espetáculo! Comprei o rissole e pedi um cafezinho de 1,50 ruim que só, mas isso eu já sabia e paguei com gosto porque afinal eu sou popular certo?
Fazendo aquele lanche comecei a observar o recinto e ao me lado me deparo com uma cena peculiar. Um Homem de 60 anos bebendo uma caracu aguarda alguém. Esse senhor com o cabelo bem feito, vestindo cores pastéis, calça social e camisa apertada na barriga de ceva, corrente de ouro no peito combinando com o relógio dourado no pulso, calçando um sapatênis sem vergonha sem meias e com as canelas expostas revelando uma pele roxa gritando diabetes.
Eis que chega quem ele tanto aguarda uma senhorinha na mesma faixa etária daquele que a esperava, com grandes óculos de sol, o cabelo amarrado acima da cabeça, tons de roxo em sua roupa e muita bijuteria, saluda ele com selinho simpático.
Garçom desce mais uma fazendo o favor, braveja o galanteador. O garçom segue o atendimento e traz a cerveja e busca aquele copo tradicional de café de boteco com semblante de vidrinho de requeijão, e então surge o descontentamento:
-Mas esse copo? Para uma dama? Não tem uma taça não?
Garçom fala alguma desculpa qualquer de não ter outro tipo de copo e o casal segue trocando risadinhas. Termino meu lanche e café, pago a conta e comigo mesmo penso, mas por que diabos ele levaria uma dama no boteco popular!

