Amargo

nossos erros
os medos e sonhos
matam e nos fazem viver


as andorinhas, voando no azul desbotado de teu céu
sozinhas (ou em silêncio profundo), não fazem verão


o silêncio não me deixa dormir

passo um café pensando em você

teus olhos pesados sobre um sorriso macio
e a nuca vazia de um beijo passado

agora acordado

o amargo na minha boca fica
e embaixo da língua faz seu lar


só dói porque lembro de ti coberta de azul

por ser pouco, era tanto
por ser tanto, era finito
por ser finito, findou-se eterno

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