Todas as palavras já foram ditas.

A herança, a história, as técnicas e métodos passados pesam nas costas do arquiteto. As referências, mesmo que por vezes não pensadas, acabam por entrar de modo indireto durante o ato de criação.

Projetar é, então, como caminhar por trilhas já andadas. É sobre criar novos textos com frases de outros autores.


O novo sente como obrigação ressignificar o velho, repetindo elementos deste, introduzindo-os sob outras lógicas às novas obras e com isso modificando um sistema interno de relações. O ato de repetir é, então, trair o seu passado, utilizando as ideias antigas em um novo contexto. E o arquiteto, neste ponto, comete uma dupla traição. Pois trai a si mesmo, com a ilusão de inovação.

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