Tanto faz!

Olá, tudo bem? Pois é, não dá pra dizer que tá tudo bem.

Tá difícil. Como sempre esteve. Uma guerra incessante pela sobrevivência.

Estamos tão perplexos com os problemas correntes que não paramos para discutir o futuro. Que tal saber do clima? Conhecer as epidemias? Ou aprender sobreviver?

A indústria nos apresenta smartphones, casas inteligentes, serviços onde a conexão é a lógica.

Todo esse conforto custa muito caro e apenas garante os lucros às empresas. Na hora que realmente precisar do serviço, ou seja, marcar como salvo no seu status do Facebook depois de um cataclisma inusitado e nada funcionar, perceberemos que é tudo isso em vão. Talvez seja o teatro chamado Matrix. Mas também poderia ser a encenação do ‘je vous salue marie’ do Godard ou do ‘Tubarão’, do Spielberg. Tanto faz.

Pois tudo pode ser. A temperatura pode esquentar, podemos experimentar a volta da era glacial, ou enfrentar uma epidemia ou aguardar por um asteroide rebelde se chocar com a Terra. Talvez tudo ao mesmo tempo. Além dos zumbis, né? Podemos tudo isso. Só não podemos achar que é tudo uma loucura. As pessoas nunca acreditam quando o mal se forma à sua frente. Parece que acontece ‘de repente’ mas a merda demanda um tempo para acontecer. Precisa criar corpo. Ninguém acreditava e olha o Trump aí, minha gente.

Seria bom assimilar só um pouquinho que estamos fudidos para querer saber sobre os claratos, sobre o degelo, sobre o sol que se apaga.

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