Paixões viciantes e paranoias

Eu não aprendo a gostar, apenas a viciar
A acordar pensando em ti e torcer para contigo sonhar
A imaginar mil formas de novamente te reencontrar
De novamente a minha droga favorita usar

Não ria, mas isso me gera tantos medos
Facilmente me acostumo, o contrário com desapegos
Pensar no fim agora me gera um desespero
O presente está calmo, com cheiro de futuro desassossego

Eu sou nociva, mas me esforço para ser alguém melhor
Não é culpa sua, os outros antes ativaram meu pior
Onde eu sentia amor os outros me fizeram sentir dor
Onde eu queria fazer minha casa, só teve labor

E se um dia o adeus chegar não será por falta de esforço
Tento ser simples e reta, mas meu caminho é torço
E quando eu sigo meus medos acho que outrem, talvez um moço
Faça de minhas qualidades o material do seu almoço