Bêbado triste.

Sábado. Há algo morto dentro de mim, enfio o dedo na goela, ponho para fora restos de sonhos, pedaços de expectativas e uma parte do jantar. Faço o diagnóstico: fígado e coração pararam na noite anterior. Lá fora, Amado Batista toca alto, ninguém sofre sozinho. Lágrimas escorrem. O vômito é levado pela ducha fria e pequenos pedaços de macarrão ficam presos no ralo. Vai ter que limpar essa merda depois. Mais lágrimas escorrem. Quem disse que álcool resolve amor perdido, nunca me viu beber.