O vizinho

Perdemo, eu que num entro na casa do diabo pra pegar essa pipa…

Maurício ignora o amigo e pula o muro, alimentado por filmes de Indiana Jones, o seu imaginário infantil o enxerga como um caçador de tesouros. No fundo do quintal, inclina metade do corpo para frente em busca do perigo, a porta dos fundos está semi aberta, vai ter que ser rápido para não ser pego ali. Toma coragem, pega impulso, corre. Quando pensa alcançar a vitória, ouve dois sons vindos por trás: o primeiro é o ranger da porta; o segundo é a voz do diabo: LADRÃO SAFADO! O terceiro barulho, Maurício não ouve, é a pólvora que lhe rasga a cara.

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