Sem que soubesse, fizera uma aposta com a vida, agora é só, mas não sabe que por punição de perda. Produz, inconsciente, os gestos que afastam. Sedimentou-se fechado numa cúpula de vidro, feito estátua, onde pessoas batem do lado exterior em busca de comunicação que, para ele, não é mais que o balbuciar quase inaudível de uma língua estranha. Desistiram alguns, morreu quem persistiu, quando viu-se só, quando quis desabrochar a alma hermética, mas, isolado no gesso, tornou-se ciente dele mesmo e diante de besta tão miserável, enlouqueceu por não saber afastar.

Like what you read? Give Alexandre, a round of applause.

From a quick cheer to a standing ovation, clap to show how much you enjoyed this story.