Tributo a Chris Cornell

Apesar de ter escolhido Seattle como lugar do meu intercâmbio, eu tinha conhecimento mínimo sobre o movimento grunge. Só conhecia direito a banda que uniu todas as tribos, mas ela nunca me despertou um gosto em mim. E pra ser sincero, até hoje não não gosto tanto do Nirvana. Mas aquela viagem serviu pra que pudesse conhecer melhor as outras bandas da cidade que ajudaram a dar ainda mais força para o grunge. E o Soundgarden foi o grupo que me atraiu para o movimento.

Na noite de quarta-feira (17), Chris Cornell, o vocalista do Soundarden e do Audioslave (outra banda que admiro pra cacete) foi encontrado morto na cidade de Detroit. Descobri a notícia logo quando acordei e senti rapidamente o golpe. Como se um soco tivesse acertado em cheio meu estômago. Queria, de alguma forma, prestar uma homenagem a um dos artistas que mais me admirou até hoje. Foi aí que me deparei com uma foto que me deu essa chance.

Um dos monumentos que mais me chamou a atenção durante meu intercâmbio em Seattle foi esse círculo negro semelhante a um donut. No começo, aquele monumento me deixou bastante admirado. Talvez tenha sido a vista proporcionada pelo buraco em seu centro, onde o imponente Space Needle se erguia. Ou talvez tenha sido só o formato de donut mesmo.

Numa rápida pesquisa, descobri três coisas interessantes sobre o tal monumento. A primeira é que ele foi feito com granito brasileiro. A segunda é que ele tinha nome: Black Sun. E a terceira é que ele é apontado como uma das inspirações para Cornell compor a música “Black Hole Sun”, um dos clássicos do Soundgarden. Com a morte de Cornell, algumas pessoas de Seattle foram até o Black Sun para prestar uma última homenagem ao cantor e colocaram flores na base da estátua.

Infelizmente nunca pude ir a um show do Soundgarden ou do Audioslave. Também nem moro mais em Seattle, algo que pretendo fazer em algum momento da minha vida. Mas, pelo menos, pude ter um “conterrâneo” para me representar e fazer essa homenagem por mim.

Descanse em paz, Chris.

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