Heitor Loureiro
Nov 29, 2019 · 1 min read

Eu tenho alguma dúvida sobre a ideia de que “ Tudo indica que a diplomacia brasileira esteja efetivamente seguindo o rumo desejado por Araújo”. Não creio que esteja. Passado quase um ano da posse de Bolsonaro, está claro que a formulação de política externa brasileira não passa pelo Itamaraty e pelo chanceler, mas pelo Palácio do Planalto (via Filipe Martins, assessor da presidência), pelo Eduardo Bolsonaro e, em grande medida, pelos interesses econômico-comerciais centralizados por Paulo Guedes e o Ministério da Economia. Eu acredito que os últimos movimentos da política externa brasileira foram contrários ao que acreditava e queria Ernesto Araújo (aproximação com China, Arábia Saudita e outros países árabes, etc). O papel que sobrou ao chanceler é tentar dar alguma coerência teórica e retórica a essa política externa confusa que precisa conciliar a agenda conservadora, conspiratória e olavista com as necessidades pragmáticas nos campos comercial e econômico.

Belo texto, com aspas para grandes nomes! Abraço!

    Heitor Loureiro

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    Ciclista e professor