
Onde a tecnologia quer nos levar?
O futuro falhou, vamos voltar.
Trocamos nossa vida real, por uma virtual. Deixamos de ser, para simplesmente comandar o que somos. E pior: demonstrar que somos, sem ser.
A rede social não é social, a maioria do conteúdo que compartilhamos é inútil, tudo o que postamos poderá e será usado contra nós (seja pela sua amiga fofoqueira ou pelo governo - que você sabe que nos espiona), o celular faz cada vez menos chamadas (perdendo seu foco inicial), o conhecimento tornou-se irrelevante (aliás, quem quer crescer intelectualmente se tem um novo app ou jogo suga-mente disponível no mercado?), a vida baseia-se em ganhar mais curtidas do que o seu “amigo” (antes de aproveitar seu amoço é importante que todos vejam - e curtam), deixamos de necessitar a tecnologia para ostentá-la (quem necessita de 8 núcleos de processamento? - cérebro artificial, só pode ser), nossa vida é entediante, preferimos a de outras pessoas, nada mais faz sentido nisso.
Em vez de facilitar a vida, a tecnologia só a complica, terceirizamos o nosso cérebro (quando digo nós, me incluo nisso). Sabe os números dos seus principais contatos de cor? Nunca usou a calculadora para fazer um simples conta de somar? Lembrou que era aniversário de fulano ou sua rede social que avisou? É diferente ter uma pequena ajuda, e depender dessa tecnologia.
Proponho um desafio: Viva sem tecnologia recente por um dia (tire televisão, computador, notebook, tablet e celular). Difícil, mas depois você irá ter uma outra visão. Se valorizar mais, e saber utilizar essa ajuda. Afinal, se as máquinas se revoltarem contra nós em um futuro próximo, será que perceberemos que fomos longe demais ou elas terão que mandar uma notificação avisando?
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