Adeus Ano Velho, Feliz Ano Novo

Depois de escrever um conto sobre promessas de Ano Novo, fiquei com vontade de escrever um texto sem personagens, daqueles que a gente simplesmente passa para o papel algumas ideias e sentimentos que ficam rodeando nossa cabeça (e, no meu caso, só descansam depois de se sentirem livres e expostos em uma ex página em branco).
Uma vez meu pai me disse que com esse simples fato de o tempo ser dividido em anos, passamos por um momento de finalização e recomeço (já escrevi um texto sobre isso também!), o que nos permite pensar que podemos fazer tudo diferente.
E não é que é isso mesmo, da noite para o dia, diferentemente do que acontece nas outras 364 noites do ano, renovamos energias e esperanças, reavaliamos o ano que passou e fazemos planos e promessas para o que está por vir.

E isso é incrível! Que oportunidade grandiosa que essa separação em anos nos deu! Cruzar a linha de chegada e ter essa sensação de fim. Ir para outro ponto de partida, cheio de expectativas e desejos, e acreditar que podemos nos reinventar.
Meu últimos dois “Anos Novos” foram muito diferentes. Foram em outro país, onde moro agora. Foram descobrindo novos costumes. Foram divididos em duas etapas: fogos na praça e Skype. Mais do que a comemoração em si, eles me trouxeram a certeza de que vale a pena sim fazer uma lista de planos e metas, mas também vale a pena esperar o que vida te reserva sem aviso prévio.

Vale a pena entender que tem coisas que simplesmente vão acontecer, e eu sempre acredito que acontecem por alguma razão. Mas também vale a pena entender que tem muita coisa que depende da gente. Inclusive a forma de reagir àquelas primeiras coisas que citei.
Acordar e agradecer pelas coisas boas é uma escolha. Reclamar também é uma escolha. Acreditar que um Ano Novo vem recheado de novas oportunidades, que você pode ser mais feliz, que pode trilhar seu caminho com fé e atitudes é uma escolha do mesmo modo que dizer que nada muda porque o ano muda ou que a tendência é piorar.
O que espero de 2016? Que seja um ano de mais paz e menos guerra. Que seja um ano de novas oportunidades. Que nossos objetivos sejam conquistados, mas acima disso que a vida nos traga surpresas maravilhosas!
[Quem lê, também escreve é uma coluna na qual posto textos de minha autoria. Qualquer tipo de texto. Afinal, quando escrevo é por uma decisão das palavras, não minha. Eu só sigo o caminho pelo qual elas me levam.]