Marketeira não, queridinho!

Sobre se posicionar como profissional de marketing em um mundo cheio de pré conceitos.

Esse é um tema que me incomoda, me apaixona e me dá vontade de escrever desde 2009, quando entrei na faculdade de Tecnólogo em Marketing no Senac-RS. 
Marketing é uma área bem complexa, envolve muito mais coisas do que as pessoas julgam saber. Os ditos “marketeiros” precisam estar com um olho no mercado e outro para dentro da empresa. Precisamos nos certificar todos os dias de que o posicionamento da nossa marca é entendido por consumidores, colaborados e comunidade em geral.

Entender um pouco de jornalismo, design, publicidade, negociação, vendas, logística, finanças, TI e “gambiarras” é um diferencial obrigatório para esses profissionais.

Relacionar-se com pessoas, ouvir, perguntar, levantar a bunda da cadeira e entender o problema… são itens chaves em nossa pauta.

E dai vem uma pessoa (as vezes muito bem informada) e diz: 
Ah! Então tu é marketeira?!

Não! ~Sorriso amarelo~ Eu sou Profissional de Marketing!
Eu estudei uma área da administração quem tem o objetivo de alinhar todos os pontos da sua empresa, eu me preparei para entender o seu mercado, entender o seu público e como falar com ele, para então oferecer o seu serviço/produto afim de sanar uma necessidade ou desejo dele. (Salve, Kotler, muso!)

Em 2009, isso era muito forte, mas também muito claro na minha cabeça que o “tom” da minha carreira profissional seria dado no momento em que eu não aceitasse ser uma “marketeira”, e sim uma Profissional de Marketing.

Nos formulários e cadastrados da vida, quando perguntada sobre a profissão, mesmo que não houve espaço para escrever eu sempre escrevi com todas as letras e espaços: P-R-O-F-I-S-S-I-O-N-A-L (espaço) D-E (espaço) M-A-R-K-E-T-I-N-G. :)

Sofri e ainda sofro por não encontrar canecas, canetas e afins com o nome do meu curso nas lojas tipo WallStreet, sabe? To superando! Até porque nós sempre temos o contato de um bom fornecedor que pode fazer uma exclusiva pra gente. (hehe)

No dia 26/10/2016, participei do Rigue da Comunicação, atividade da Semana Acadêmica da Faculdade São Francisco de Assis. E uma das perguntas recebidas foi justamente essa:

Como encarar o fato de que as pessoas nos tem como marketeiros? E mais, que isso significa que a gente quer vender algo para alguém a qualquer custo.

Fiquei surpresa que isso ainda aconteça. Mas acontece!

O consumo faz parte do nosso dia-a-dia, temos que lidar com ele, precisamos dele para fazer a máquina gira (não é mesmo?). O marketing veio para sensibilizar o consumo, para tornar ele mais assertivo e menos agressivo. Estudamos as necessidades das pessoas, desenvolvemos uma solução para então, comunicarmos a essas pessoas interessadas sobre o nosso produto ou serviço.

Podemos e, é nosso dever, mudar o mundo para o bem com a nosso profissão.

Aos profissionais iniciantes (eu sou uma eterna iniciante): posicionem-se!
Assim como você luta pelo posicionamento da sua marca, lute pela sua marca pessoal, e mais, pela sua profissão.

Trabalhamos com estratégias de nível operacional, tático e estratégico. Nos relacionamos com marcas e pessoas. E não, não fizemos qualquer coisa para vender. Nós pensamos nas pessoas, nas necessidades, nos desejos e no bem-estar.

Reflita sobre os seus valores pessoais e os valores de cada projeto. Estão alinhados? Então dê o seu melhor, como profissional e como pessoa.

Desalinhados? Busque um novo projeto. 
Fazer algo que você não acredita não está com nada!

Seja um Profissional de Marketing e não um Marketeiro.