
MÚSICA…
“Assim como o coração produz o primeiro ritmo de vida, a música nos devolve o pulsar da vida.” — Yehudi Menuhin (violinista norte-americano)
A música é o supremo triunfo do espírito criador do homem. É considerada a linguagem universal porque sua essência não consegue ser explicada por simples palavras de qualquer que seja o idioma. É a arte que consegue envolver seus apreciadores de tal forma que lhes encanta a alma!
Falamos de música, da riqueza de sua melodia e não apenas de ritmo, muito comum no chamado popular de som, quase sempre de gosto duvidoso, pela repetição de um ritmo sem a companhia de melodia, executado em alto volume. O desconhecimento à evolução e qualidade histórica da música é uma marca da intelectualidade brasileira, comprometida entre nós pela ausência de educação musical no ensino escolar.
A música é uma grande fonte de união entre pessoas e culturas independente de idiomas e crenças. É preciso resgatar o desenvolvimento da sensibilidade e acrescentar a ela conhecimentos importantes e fundamentais. Mas, o contato com a música de qualidade é altamente dificultado por uma mídia mediocrizante, em todas as suas manifestações. Predomina a divulgação da vulgaridade, da falta de qualidade.
A música muda a ótica perante a vida. Porque ela não é só entretenimento. Mexe com o emocional, desperta sentimentos nobres. E os primeiros passos para ingressar nesse mundo fascinante da música, basta ler e informar-se sobre o assunto, para então começar a ouvi-la, sendo capaz de de selecionar e identificar o que seja música de qualidade, e não o seu desvirtuamento para arremedos que só fazem barulho, quase sempre com letras de linguagem chula.
Nesta oportunidade, o que propomos é o incentivo para conhecer mais e melhor as figuras que contribuíram para o encantamento da música, contribuindo com seus talentos. Pretendemos criar uma sequência de informações, que além fazer referências aos renomados compositores de diferentes épocas, tecer comentários sobre os períodos musicais através dos séculos, destacando acontecimentos importantes. Também pretendemos abordar a história dos instrumentos e suas características.
Para aguçar a curiosidade, vamos revelar informações sobre um dos expoentes do Classicismo, que abrange o período de parte do século XVIII ao início do século XIX. Trata-se de Iohanes Chrysosttomus Wolfgandus Theophilus Mozart! Pelo último nome já dá para identificar de quem se trata. É um dos maiores compositores da história da música — Amadeus Mozart, como era mais conhecido por toda a Europa. Mozart era austríaco, tendo produzido inúmeras sonatas, sinfonias, óperas e missas. Filho de músico, desde cedo lidou e brincou com a música, juntamente com sua irmã Maria Anna, apelidada de Nannerl. Começou tocando cravo e já aos 5 anos fez sua primeira apresentação pública. Logo começou a tocar violino e seu talento para compor manifestou-se a partir dos 6 anos de idade, quando compôs seu primeiro minueto. Aos 9 anos compôs sua primeira sinfonia. Aos 12 anos compôs a sua primeira ópera!!!
Casou-se aos 25 anos com Conatance Weber, filha de músico. Foi uma paixão para a vida toda, embora tenha sido bastante curta, porque morreu aos 35 anos! Foi maçon e muitas das suas melodias eram embasadas nos ritos da Maçonaria. Sua mulher, Constanace, viveu por muitos anos, e casou-se com próspero conselheiro da corte Georg Nisse, que admirador das obras de Mozart, custeou a publicação da primeira biografia do genial compositor, contando sempre com a colaboração de Constance.
Apesar do curto período de vida profissional durante apenas 17 anos (entre seus 18 e 35 anos), Mozart teve uma capacidade extraordinária de compor suas obras:
1. Produziu, em média, 4 composições por dia;
2. Criou uma obra prima por mês;
3. Compôs cerca de 41 sinfonias;
4. Compôs 20 óperas
5. Compôs 17 sonatas para piano e 23 para quarteto de cordas;
6. 30 concertos , escreveu músicas para missas, requiens, serenatas e sonatas.
Foram escritas diversas biografias sobre Mozart, entre elas as que identificavam o compositor como pouco controlado quanto a sua produção. Criou composições que esquecia de assinar sua autoria, por isso acredita-se que teve capacidade de criar muito além do que foi possível catalogar em seu nome. Morreu de febre tifóide, doença letal na época, e foi enterrado como indigente. Posteriormente foi localizado devido a presença do seu cachorro, encontrado morto sobre a sepultura do compositor. Acredito que todo esse relato tenha valido a pena de ser lido, mesmo por quem conhece a história da vida de Mozart. Agora, paramos por aqui porque muito breve estaremos escrevendo um pouco mais sobre a música, para relembrar como ela surgiu, como evoluiu, especialmente com o surgimento dos instrumentos musicais, que são muitos. Mas, essa é outra parte da história que abordaremos no próximo encontro. Até lá!