Sobre mudar…

Hellen Duarte Machado
Nov 6 · 2 min read

Terça feira, 05 de novembro de 2019

São mais de 10 da noite. Fiquei até mais tarde no trabalho para terminar de colocar minha agenda em dia. O serviço costuma render mais depois do expediente. Mas hoje nem estar ocupada me distraiu de me distrair. Faz sentido? Acabei de me dar conta que o peito está queimando. É assim, vem do nada. Antes de decidir escrever aqui parei o que estava fazendo e olhei ao meu redor, hoje eu vivo a vida que sempre pedi a Deus em minhas orações, muito trabalho, ter pessoas que eu amo por perto, ter uma saúde que me permita trabalhar e desfrutar dos momentos de descanso. Mas porquê diabos sinto que perdi algo? É como se algo que já esteve aqui não estivesse mais. Os meus planos de hoje já não são os mesmos de 1 ano atrás, me sinto tão errada por ter mudado tanto e por estar mudando. Não sou mais a mesma pessoa de antes e talvez seja isso que me faça sentir que algo foi perdido. Então se for assim não foi perdido, só foi transformado. Eu mudei, meus planos mudaram, os sentimentos também.

Só preciso respirar fundo e manter meu foco no que importa: meu trabalho. Não sei se estou sendo egoista pensando tanto nisso e deixando outras coisas um pouco de lado, mas entendi que não há possibilidade de abraçar todas as partes da minha vida agora.

Tenho tanto medo da minha vida passar e eu chegar no fim dela e perceber que poderia ter feito tanta coisa diferente, mas isso me faz viver no futuro e não no agora. Viver no futuro faz o peito queimar e acho que tenho passado muito tempo lá. Também não sei quanto tempo ficarei por aqui, ninguém sabe. Tenho medo de ser injusta comigo, mas hoje mais ainda, tenho medo de ser injusta com os outros, com que se importa. Preciso aprender o limiar entre pensar em mim sem me sentir culpada ou egoista e colocar na balança até onde posso abrir mão daquilo que sonhei para salvar algo que um dia já foi minha prioridade. Faz sentido? Talvez um pouco.

Queria muito que dormir resolvesse. Já disse aqui uma vez, sinto falta de descanso, daquela paz, de fechar os olhos e pensar em nada, sinto falta de não sentir tanto.

    Hellen Duarte Machado

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    Numa moldura clara e simples sou aquilo que se vê.

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