Nós.
Aqui estou eu, de novo, amor. Semana passada não queria mais te chamar de amor. É aquela coisa, né? Começamos sem começar. Terminamos sem terminar. Aquele ciclo infinito de dois adolescentes indecisos que estão, pela décima vez, descobrindo o amor. Sendo que dessa vez, o amor veio bem diferente. Ambos achavam que sabiam lidar com esse sentimento, meros tolos. Não sabíamos. Não sabemos. Nunca saberemos, de fato, é sempre uma coisa nova.
Somos diferentes.
Diferentes que chegam ao extremo ponto de discutir pelos mínimos detalhes. Engraçado! Nós ficamos bem pelos mínimos detalhes também. Concordamos que estamos apaixonados. Concordamos que existe amor e que o amor não é suficiente para manter um relacionamento; porém, estamos de acordo que basta amor para estarmos juntos, mesmo que separados. Não quero te deixar ir.
Traímos e conquistamos a confiança do outro, sempre. No meio de cada discussão, nos olhamos e soltamos aquele: “somos tão complicados.” É, nós somos. Nós adoramos isso. Se não fossemos, seriamos nós? Certo dia, existiu o eu e você. No outro, o “nós”. Logo após, voltou a ser eu e você. No final de tudo, jamais deixamos de ser “nós”, porque gostamos da atração dos nossos opostos, como ímãs em polos.
Sentimos medo que tu prefere apelidar de preocupação. Não aceitamos que haja alguém melhor que nós. E não há. Quem chora, ri, se abraça, beija, briga e faz as pazes melhor que nós? Qual braço seria o melhor para dormir e qual ronco seria tão fofo quanto o teu? Você, por ser você, é melhor que qualquer outro tempo ou mania. Esperamos pelo tempo e as vezes temos pressa. Deve ser por amar demais. Deve ser por querer demais. Deve ser porque somos tão nós, intensos, estranhos, amigos, amantes, almas. Um casal. Indecisos, levando apenas uma certeza e um pedido. Que seja sempre nós.
