Vício.
Te disse semana passada que todas as poesias dos últimos meses eram para ti. Não, especificamente, para você, mas sim, sobre você. Isso me alegra porque antes eu estava desistindo das minhas escritas, duvidando se ainda havia esse dom. Você valorizou minhas inspirações. Ativou meus instintos. Deu vida ao meu lar — mais conhecido como “coraçãozinho cheio de confusões” — e ainda permaneceu por aqui, mesmo se deparando com toda a bagunça.
Usamos a palavra gratidão várias vezes no mês. Jajá se passa mais um mês. Jajá descubro mais um motivo para agradecer. Jajá te conto mais um dos meus segredos. Jajá você entende mais um pouco da minha mente, mesmo dizendo desistir de me entender. Jajá eu me apaixono mais uma vez pelo seu cheiro que fica grudado no meu corpo mesmo que eu vá embora. Jajá eu volto pra tua casa, nós brigamos, sorrimos e fazemos as pazes. Jajá mais um motivo pra rir das nossas diferenças. Jajá mais uma vontade de encostar nossos lábios, como todos os fins de semana. Jajá faço cem poesias com teu nome das entrelinhas e nem sequer perceberei. E não jajá, mas agora, serás parte de mim. Abandonei a nicotina pra me viciar em fazer carinhos em tua barba, a te conhecer mais e mais. Estou viciada por ti e nem nego. Quero você a cada dia. A cada dose quero mais e é isto. Você é tudo isto.
Ainda bem que estás aqui. É um término de mais um mês e o início de mais um dia de amor.
