No set de filmagem do filme Titanic (1997), James Cameron com Leonardo DiCaprio e Kate Winslet (Foto: Twentieth Century Fox Pictures)

O romance que me é esperado

Heloísa Cipriano
Sep 1, 2018 · 2 min read

Em todo filme romântico que se preze, existem dois mocinhos que formam um casal. Há inúmeras possibilidades de como a história vai ser contada. A maioria delas tem alguém ou algo no meio que quer atrapalhar, seja uma outra pessoa que forma um triângulo amoroso; ou mesmo fatos, como distância e classe social que separam. No final das contas, os dois sempre vão estar juntos. Mas o "juntos" não quer dizer apenas fisicamente; algumas vezes, um deles morre e ficam juntos para sempre, num espacinho da mente chamado "memória".

Ok. Até aí você já deve saber. Quem nunca assistiu a um filme romântico, não é mesmo?

O ponto a que quero chegar, na verdade, está no sentido de como é retratado um relacionamento em que o amor é a base de tudo.

Cá entre nós: eu nunca gostei muito de filme romântico. Uma comédia romântica aqui e ali são, pelo menos pra mim, mais reais e aceitáveis - agradeço a tio Shakespeare por ter sido um dos primeiros a rabiscar essa nova roupagem do romance.

Às vezes - a maioria - os filmes românticos me trazem uma impressão de estar sendo enganada pela definição que fazem de amor. As pessoas são muito mais do que é retratado ali. A complexidade da personalidade de uma pessoa chega a níveis bem maiores: é necessário também entender o convívio social, a educação, o meio em que vive... Quando você conhece tudo isso, vive com aquela pessoa e descobre seu mundo, consegue descobrir tudo o que ela representa.

Conhecer alguém profundamente é uma descoberta incrível. Vale a pena se apaixonar ao ponto de enxergar de forma cristalina o interior do outro. Vale muito a pena também exercer a empatia mais forte do mundo e entender o porquê de algumas chateações e indignações que o outro sente em dias que não estão tão coloridos assim. Ser amigo, ser confidente, ser caridoso e generoso. Amar uma pessoa vai muito além do que os filmes nos mostram. Isso tudo é sobre respeito, confiança... ainda vai mais além: é sobre amor próprio.

Heloísa Cipriano

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Jornalista, aspirante a dubladora. Falo sobre tudo o que vem à minha cabeça.

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