Desabafo
Posso falar com você?
Mas me diz se realmente posso, pois não quero começar a falar e te ouvir tomar conclusões precipitadas ou fazer julgamentos a partir de seus pressupostos. Afinal, é sempre assim que acontece, não?
Sempre que começo a falar sobre minha ideologia ou conclusão frente à um assunto determinado, me consideras um julgador ou que me vejo como ‘senhora da verdade’, como se por ser jovem ou ‘inexperiente’ não tivesse a capacidade de pensar ou analisar as situações em minha volta, como mera alumna me enxergas e por consequência, desprezas meu entendimento.
-Poxa! eu já li sobre isso e tirei minha conclusões. Mas não. nada é suficiente.
Até que você leve uns tapas da vida ou que tenha um mínimo de idade, quiçá experiências profundas, aí sim pode aconselhar… ou não.
Por que são tão necessárias as feridas? Será que, de fato, somente com elas aprendemos? obtemos respostas?
“Ah! deixe de romantismo!”
“Você não viveu o suficiente para dizer alguma coisa sobre isso!”
Sabe? Cansei de ser incompreendida, mal interpretada, de ter sempre que morrer calada, entupida, ser apenas ‘todo ouvidos’…
Posso me abrir como você?
