Nossa

Se eu não posso te ver agora, 
a saudade não demora. 
 Vou escrever um soneto sobre seu jeito, 
pois já posso projetar eu como um homem feito.
 É estranho como as coisas ainda não estão dando errado, 
Fez de mim um cavalo amarrado. 
 Ao meio desse jeito doido, 
Eu me esbaldo em te dar biscoito. 
 Quero ver mais dessa boca de zombaria,
de quem está com o raciocínio a frente,
escondo esses sentimentos mais do que deveria. 
eu gosto de ser incoerente. 
 Te ouço querendo te dar a atenção do mundo, 
eu não vou perder um segundo. 
 Abraço-te para impregnar seu cheiro em minha roupa, talvez eu possa criar uma memória de olfato, para sentir um pouco de você em nossos pequenos hiatos.
 E não me importo com o futuro, 
depois eu me curo.