10 coisas que eu acho que eu acho — Arizona Cardinals

Henrique Bulio
Aug 27, 2017 · 4 min read

Quando se tem um time tão talentoso quanto o Cardinals de 2016, terminar um ano de tanta expectativa com o record de 7–8–1 é decepcionante. Dois anos após a temporada que só acabou na final de conferência, Arizona sente que essa pode ser a última chance de ganhar o título antes de iniciar o processo de reconstrução da franquia.

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Arizona gastou suas duas primeiras escolhas em dois de meus jogadores favoritos no Draft. Budda Baker deve passar a maior parte da temporada no banco de reservas, mas Haason Reddick será um jogador importante desde o primeiro dia. O ex-aluno de Temple atuou como defensive end em sua carreira na universidade, e nem a mudança para outside linebacker será capaz de limitar o que será uma das melhores temporadas de um calouro em 2017. Apostem nisso: Reddick será um inferno para os quarterbacks adversários.

2. Se Robert Nkemdiche não tiver um breakout year, o Cardinals não tem chance alguma. O primeiro ano do talentosíssimo defensive tackle na liga não foi nada acima de péssimo; a perda de Calais Campbell, estrela numa linha que já não era das mais impressionantes, em nada ajuda Arizona. Dessa forma, se torna imprescindível que o talentoso-porém-problemático Nkemdiche atinja seu potencial deixe o horroroso 2016 pra trás. O Cardinals precisa de toda ajuda possível na linha, e o ex-Rebel pode ser esse jogador.

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3. Arizona pode simplesmente dar a bola na mão de David Johnson e tudo ficará bem. Johnson está junto de Le’Veon Bell no topo da lista de melhores running backs da NFL. Simplesmente não há nada que o terceiro anista não possa fazer bem, como provam as estatísticas de 2016: 1,239 jardas e 16 touchdowns correndo com a bola, 879 jardas e 4 touchdowns recebendo a mesma.

4. A parte subestimada da temporada decepcionante do Cardinals foram os desastrosos special teams. O time tem agora um novo kicker, Phil Dawson, o qual é confiável apesar de sua idade avançada (42) e sua perna não-tão-forte. Todavia, para um time com aspirações de Super Bowl, um punter acima da média é importante, e Arizona precisa ter muito cuidado com essa posição. Matt Wile foi horroroso durante o mini-período que atuou pela equipe em 2016 e disputa agora a vaga na equipe com Richie Leone, uma estrela da CFL que também já passou por Ravens e Steelers. Não fique surpreso se houverem mudanças significativas no elenco com relação aos punters.

5. A melhor coisa a se fazer nesse ponto da carreira de Larry Fitzgerald é sentar e admirar um dos maiores da história na posição. Quando a temporada começar, Fitzgerald estará com 34 anos e adentrando sua 14ª temporada na NFL. Um entre dez jogadores que já anotaram 100 touchdowns em toda a história da liga, o recebedor vem de dois anos consecutivos com pelo menos 100 recepções e mais de 1,000 jardas. É grande a chance desse ser o último ano de Fitzgerald na liga. Não perca a chance de admirá-lo.

6. A linha ofensiva de Arizona foi horrível no ano passado e isso foi um fator decisivo para a queda de produção do ataque. A mudança entre os tackles é o fator X em todo o ataque. Jared Veldheer foi movido para a posição de right tackle e sabe-se que ele pode ser dominante na posição. O outro lado é onde reside a maior preocupação: D.J. Humphries ainda não justificou o porque do Cardinals investir uma escolha de primeira rodada no jogador em 2015 — há de se notar que, quando em campo na posição durante o fim de 2016, suas exibições não foram assim tão ruins. O interior da linha também não é um mar de rosas, mas a chave reside no lado de fora da mesma.

7. O Cardinals tem um dos melhores cornerbacks da NFL em Patrick Peterson. A preocupação é em seu complemento. Dentre as saídas na defesa de Arizona durante a intertemporada, Marcus Cooper é uma das que mais será sentida por um motivo simples: Peterson é um excelente cornerback, logo, as equipes raramente lançam em sua direção; quem assumirá o lugar de Cooper será Justin Bethel, o qual nunca se mostrou um grande jogador na posição — sua contribuição sempre foi notória nos special teams.

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8. Carson Palmer precisa jogar melhor. Ok, dizer isso é meio que chover no molhado. Porém, a regressão de Palmer no ano de 2016 (-9 touchdowns, +3 interceptações, -1.6 Y/ATT e -17.4 em rating em relação a temporada de 2015) foi notória, e números parecidos na atual temporada não ajudarão a melhorar o record da equipe — e, consequentemente, voltar aos playoffs.

9. A janela para o Arizona Cardinals ganhar o Super Bowl muito provavelmente fecha ao fim dessa temporada. Esse TEM de ser o ano. As chances de Carson Palmer, Larry Fitzgerald e até mesmo Bruce Arians se aposentarem ao fim dessa temporada não são pequenas. O Cardinals é um bom time, porém envelhecido, e se espera o início de um processo de reconstrução do time após o ano de 2017. O time chegou perto em 2015 com grande parte do atual elenco. A janela está fechando.

10. O Cardinals é a única ameaça para o Seahawks na NFC West. É um ótimo time, que vem motivado depois de um 2016 bastante abaixo das expectativas. A tabela é uma das mais fáceis em toda a NFL. Se o ataque atuar perto do nível de 2015, espere Arizona conquistando uma vaga nos playoffs. Fitzgerald merece uma última chance de encerrar a carreira com um anel, e ele terá.

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Numa eterna cruzada contra o feijão por cima do arroz.

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