10 coisas que eu acho que eu acho — Carolina Panthers

O oitavo texto da série aborda uma das maiores incógnitas da atual temporada. 18 meses depois de disputarem o Super Bowl, o Carolina Panthers adentra 2017 com a premissa de mudar a identidade de seu ataque, ao passo que espera voltar ao nível defensivo que foi essencial na campanha de 2015.

(Com contribuição de Felipe Vieira, do panthersbr.com)

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Para o ataque de Carolina voltar à forma que culminou com uma aparição no Super Bowl há duas temporadas, o time precisava melhorar sua linha ofensiva, e eu acho que à chegada de Matt Kalil é um passo importantíssimo para tal. O principal problema da linha ofensiva em Charlotte em 2016 foram os tackles e, se saudável, Kalil é uma evolução em relação à Michael Oher. Ocalouro Taylor Moton assumirá a titularidade no lado direito: ele tem potencial para se tornar numa estrela na posição.

2. A primeira temporada da secundária pós-Josh Norman não deixou saudades nos fãs de Carolina; contudo, eu acho que a de 2017 será bem melhor. Não é uma unidade fraca a qual os adversários vão expor durante todo o ano, e a adição de Mike Adams provindo do Indianapolis Colts será extremamente útil. James Bradberry teve uma excelente primeira temporada e se mostrou um jogador confiável. O ponto é: com a mudança de coordenador defensivo, espera-se um Panthers jogando mais vezes em cobertura man-to-man. Numa divisão com Brees, Ryan e Winston, isso dará resultado?

3. A secundária foi mal no ano passado pura e simplesmente por falta de qualidade, já que ajuda por parte do front seven não faltou. O Panthers tem um dos melhores da liga há anos, e eu acho que isso não vai mudar em 2017. Eu entendo as preocupações relacionadas à saúde de Luke Kuechly e a idade de Thomas Davis, mas ainda é um dos melhores duos — se não o melhor — de linebackers em toda a NFL. Já na linha defensiva, o Panthers é também muito forte, com um excelente grupo de defensive ends e uma estrela em Kawann Short — que foi recompensado com um contrato de 5 anos e 80 milhões de dólares durante a offseason. Esse é um grupo que deve ser dominante dentro da NFC South.

4. Ainda sobre a linha defensiva, eu acho que poucos jogadores têm a frente um ano tão importante quanto Star Lotulelei. Estando num ano de contrato e logo após a organização dar um contrato gigante para o outro defensive tackle, o ex-aluno de Utah terá de performar num nível muito acima do resumo de sua carreira para garantir que a free agency de 2018 lhe seja gratificante. É bastante improvável que o mesmo permaneça em Carolina após a atual temporada, já que não obstante o contrato dado para Short, o Panthers draftou Vernon Butler na primeira rodada do Draft de 2016 e este terá custo muito menor que Lotulelei por ainda estar em seu contrato de calouro.

5. Eu acho que você já entendeu a importância do front seven no Panthers. Eu só queria aproveitar esse espaço para reforçar o fato de que Luke Kuechly é o melhor linebacker que já tive o prazer de acompanhar. É uma pena que as lesões (especialmente as concussões) sejam algo presente em sua carreira e meu lado imparcial espera vê-lo nos 16 jogos de Carolina em 2017.

6. Christian McCaffrey apresenta uma nova opção interessantíssima para o ataque de Carolina, mas eu acho que o verdadeiro X-Factor do setor ofensivo do Panthers é Curtis Samuel. A equipe deixou Philly Brown e Ted Ginn Jr. saírem durante o período de free agency e com isso perdeu duas opções de recebedores bastante velozes. Samuel foi produtivo em 2016 tanto recebendo a bola (865 jardas) quanto correndo com a mesma (771 jardas). O senso comum falará de McCaffrey como o elemento surpresa dessa equipe, e ele não está errado. Mas não deixe Samuel passar batido.

7. Eu acho que Cam Newton lança para mais de 4.000 jardas pela primeira vez desde sua temporada de calouro. Samuel e McCaffrey dão duas opções de fáceis YAC num ataque que teve como base nos últimos anos os passes longos. Kelvin Benjamin teve um 2016 abaixo das expectativas, o que não foi incomum dada à grave lesão no joelho sofrida em 2015. O grupo de recebedores do time é muito melhor do que o anterior e é justo acreditar que Newton terá uma temporada muito melhor que a antecedente.

8. Eu acho que a nova identidade ofensiva do Panthers não é assim tão diferente. Cam Newton não está virando Alex Smith. Carolina está apenas adicionando novos elementos. O time ainda possui as armas para atacar o campo verticalmente e o fará diversas vezes durante o ano. Nada demais.

9. 6–10 foi um record ridículo em 2016. Eu acho que o Panthers briga pela NFC South. Numa das divisões mais fortes da NFL, Carolina tem potencial para brigar com Atlanta até o fim pelo título da mesma. A tabela não é das mais impossíveis e, com motivação extra depois de toda a decepção na temporada anterior, a franquia será uma potência na conferência nacional se não afetada por lesões.

10. Eu acho que eu amo esse tweet.

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