10 coisas que eu acho que eu acho — Cleveland Browns

Henrique Bulio
Jul 21, 2017 · 5 min read

Eu tenho um ídolo no jornalismo esportivo.

Seu nome é Peter King. 60 anos, americano, natural de Springfield. King é considerado o jornalista mais influente no mundo do futebol americano, muito por causa de sua famosa coluna Monday Morning Quarterback, publicada semanalmente pela revista Sports Illustrated em seu website.

Por que eu estou dizendo isso? Porque, além da coluna, Peter King é também o principal responsável pela editoria que trata da NFL na SI. Agora integrados, o MMQB publica não só notícias sobre a liga, como também promove análises por meio de colunas específicas. Uma delas, denominada 10 Things I Think I Think, é a inspiração (cópia? ¯\_(ツ)_/¯) para os 32 textos a seguir, com opiniões antevendo a temporada da NFL. Um texto para cada time, seguindo a ordem original de escolhas do Draft de 2017.

O primeiro time a ser tratado é o Cleveland Browns, que adquiriu a primeira escolha geral no Draft passado vencendo o incrível total de 01 jogos em 2016. Passando por um complexo processo de reconstrução por meio de números e estatísticas, a primeira temporada do novo regime agradou fora de campo, todavia os resultados das partidas foram menos do que impressionantes, por assim dizer.

  1. Eu acho que o Browns tem, no papel, uma das melhores linhas ofensivas da NFL. Na temporada passada, a linha ofensiva de Cleveland cedeu 66 sacks — 17 a mais do que QUALQUER outra linha ofensiva da liga. Com muito salary cap disponível, o Browns investiu no interior da linha na free agency, contratando o excelente Kevin Zeitler para a vaga de right guard e o subestimado JC Tretter para a posição de center. Junto de Joe Thomas e Joel Bitonio, a expectativa é que a linha passe de fraqueza para ponto forte na equipe de Ohio.

2. Eu acho que Isaiah Crowell vai ter a melhor temporada de sua carreira. Crowell obteve a excelente média de 4.8 jardas/att mesmo correndo sob a proteção de cones, e a evolução da linha ofensiva somada à incerteza na posição de quarterback resultará num playcall bastante conservador e em várias chamadas de corrida. Além disso, o running back é importante peça no jogo aéreo e sua quantidade de recepções deve se manter alta. Falando sobre jogo aéreo…

3. Eu acho que Cleveland terá problemas com seus quarterbacks mais uma vez. A franquia draftou DeShone Kizer na segunda rodada do Draft; no entanto, é claro e evidente que ele ainda está cru para assumir a titularidade da posição — isso se ele for mesmo a resposta. Cody Kessler demonstrou competência na sua temporada de calouro, entretanto seu potencial não é de impressionar. Por fim, Brock Osweiler, ainda que tenha tido uma boa offseason, não vai ser o responsável por findar a eterna dor de cabeça dos signal callers em Cleveland.

4. Eu acho que é essencial que o Browns consiga preparar Kizer para jogar em 2017 pois, ainda que não fosse a opção desejada por Hue Jackson na seleção anual de calouros (sendo esse Mitchell Trubisky), Kizer caiu no colo da franquia no fim da segunda rodada e, apesar de bastante despreparado quando deixou Notre Dame rumo à NFL, seu potencial é claro e evidente. Ao fim da temporada — quando esta já estiver praticamente perdida — , não seria ruim dar a titularidade ao calouro e descobrir até onde vale a pena investir em Kizer como o futuro da organização.

5. Eu acho que a saída de Terrelle Pryor vai ser sentida desde o primeiro até o último snap da temporada. Pryor se mostrou um dos poucos positivos na temporada anterior e, inexplicavelmente, o front office permitiu sua saída. Assim sendo, Cleveland sentirá falta de um recebedor dominante — não, Corey Coleman e Kenny Britt não se encaixam aqui. De ponto positivo, Ricardo Louis pode ser um jogador extremamente importante ao longo da temporada — fique de olho nele.

6. Eu acho que a linha defensiva de Cleveland terá seu breakout year em 2017. Myles Garrett, Danny Shelton e Emmanuel Ogbah foram todos draftados a partir de 2015 e, se conseguirem desenvolver seu potencial juntos, transformarão a linha defensiva do Browns num pesadelo para qualquer equipe da NFL. Shelton e Ogbah tem pelo menos um ano cada, enquanto Garrett, ainda calouro, veio para a NFL totalmente pronto.

7. Esqueça a narrativa populista sobre quarterbacks: foram os safeties a maior fraqueza do Browns em 2016, e eu acho que a narrativa se repetirá em 2017. O duo formado por Ed Reynolds e Calvin Pryor, se não o pior da liga, se concentra entre os piores e é difícil imaginar que dois jogadores tão abaixo da média podem evitar que a posição seja novamente o maior ponto fraco do time.

8. Eu acho que o Browns tem uma estrela em desenvolvimento em David Njoku, mas é preciso ter calma, já que o tight end era visto como cru por grande parte dos scouters e analistas antes do Draft. A capacidade atlética do jogador é indiscutível e, numa temporada ainda baseada na palavra rebuild, a franquia não precisa ter pressa alguma em forçar o jogador em campo.

9. Eu acho que a tabela não foi nada amigável com Cleveland. Iniciar contra Steelers, @Ravens e @Colts dá o tom de um calendário bastante difícil para o time, que ainda inclui fortes equipes como Texans, Titans, Packers e Lions fora da AFC North.

10. Eu acho que Cleveland, mais uma vez, encerra em último lugar dentro da divisão. O time é imensamente superior à tragédia disfarçada de elenco da temporada passada, contudo, o Browns ainda tem um longo caminho à percorrer para se tornar um real contender na conferência americana. De toda forma, o futuro é realmente promissor pela primeira vez em anos.

Next up: San Francisco 49ers

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