10 coisas que eu acho que eu acho — Los Angeles Rams

Henrique Bulio
Jul 28, 2017 · 5 min read

A introdução desse texto é o número 1: eu acho que o Rams tem um problema sério em Jared Goff.

Los Angeles fez maciços investimentos no ano passado para adquirir a primeira escolha geral do Draft de 2016. Goff era apontado pela maioria dos analistas como o melhor prospecto para a posição de quarterback na classe anterior e, com uma temporada de calouro pra esquecer, é justo imaginar se ele é realmente a resposta para resolver o problema da franquia na posição mais importante do esporte.

Eu não acho que Jared Goff se tornará um quarterback de elite na liga. Essa era a minha opinião antes mesmo do Draft de 2016 e continua a ser depois de sua primeira temporada. Veremos se estarei certo daqui há alguns anos.

Veja também: 10 coisas que eu acho que eu acho — San Francisco 49ers

2. Eu acho que Sean McVay é a escolha perfeita para o cargo de head coach do Rams. O ex-coordenador ofensivo do Washington Redskins é o mais jovem da história da liga a assumir a posição de treinador principal, e as recentes boas temporadas de Kirk Cousins se devem muito em parte ao excelente esquema ofensivo desenvolvido por McVay. Novo, energizado e com modernas ideias, muito de seu sucesso no cargo será avaliado sob a perspectiva de desenvolvimento de Jared Goff — e a antiga primeira escolha não podia pedir um treinador melhor para desenvolver seu jogo.

3. Eu acho que o Draft do Rams dificilmente poderia ter sido melhor. Sabendo da necessidade de cercar Goff com alvos de verdade, Los Angeles investiu três das quatro primeiras escolhas em skill players —particularmente, a escolha de Cooper Kupp na terceira rodada foi a que mais me impressionou. A franquia possuía pouquíssimo talento no lado ofensivo e há de se reconhecer os esforços buscando resolver o problema, que se tornou ainda maior durante o período de free agency com a saída de Kenny Britt para o Cleveland Browns.

4. Eu acho que a adição de Andrew Whitworth merece nota 10. Los Angeles não se ateve ao projeto Greg Robinson (segunda escolha geral, Draft de 2014) e percebeu que melhorar a linha ofensiva era um passo essencial para ajudar no desenvolvimento de seu quarterback do futuro. Dessa forma, o Rams buscou Andrew Whitworth — um dos melhores left tackles da liga apesar da idade — na free agency para proteger o blind side de Goff e dar proteção de verdade ao jogador. É uma adição perfeita.

5. Eu acho que Todd Gurley voltará à forma de sua primeira temporada. Esqueça a média de 3.2 jardas/att de Gurley na temporada passada: a linha ofensiva deixou de ser uma peneira e o ataque aéreo deve demonstrar evolução em relação ao fraquíssimo 2016. O estilo de corrida imposto por McVay em Washington adotava um número notável de corridas em formação shotgun — um estilo que muito deve favorecer Gurley. Levando em consideração a equação talento + esquema, o resultado deve ser uma ótima temporada de recuperação do ex-Bulldog.

6. Eu acho que Aaron Donald é o melhor defensive linemen da NFL e o Rams precisa pagá-lo com urgência. O training camp do Rams tem seu início com roster completo na sexta-feira (28) e as expectativas iniciais são de que Aaron Donald, o melhor jogador do time, não estará presente dada sua insatisfação com seu contrato atual.

Donald tem sido uma força na liga desde sua escolha no Draft de 2014 e não é incomum ver coordenadores ofensivos designando até três jogadores para bloqueá-lo em jogadas específicas. O defensive tackle é capaz de acabar com qualquer linha ofensiva e cada dia ausente do training camp de Los Angeles deve machucar a franquia — Donald já esteve ausente dos OTAs, em maio e junho.

7. Eu acho que os special teams do Rams tem tudo para ser um dos melhores da liga. O Rams tem ótimas armas retornando a bola (Tavon Austin e Pharoh Cooper); um bom kicker em Greg Zuerlein e, a melhor delas, o punter Johnny Hekker — alguns chegam a considerar a temporada de 2016 de Hekker como a melhor de um punter na história da liga. Até mesmo Bill Belichick fez elogios públicos à qualidade do jogador antes do confronto entre Patriots e Rams em 2016. Special teams decidem jogos, e o Rams é bastante forte nesse quesito.

8. Eu acho que o grupo de linebackers do Rams será o ponto mais forte da equipe. O Rams adicionou Connor Barwin durante a free agency e este num esquema 3–4 é ainda um excelente jogador; junto de Robert Quinn, Alec Ogletree e Mark Barron, Los Angeles tem quatro bons jogadores no meio da defesa e esse será o destaque do time durante um ano que não deve ser fácil. Isso porque…

9. Eu acho que o Los Angeles Rams precisa ser paciente. Não sou o maior fã de Jared Goff como disse no item 1; entretanto, ele ainda é o quarterback do futuro para a franquia e seria uma estupidez tremenda desistir do mesmo depois de um início ruim na liga dados os recursos investidos. O time se encontra em processo de reconstrução e os próximos anos não deverão ser os mais produtivos da organização.

Do ponto de vista financeiro, foi ótimo para o Rams se mudar para Los Angeles e assumir o segundo maior mercado dos EUA, mas isso de pouco importa em campo. A equipe precisa ter calma e não tentar pular etapas no processo de desenvolvimento de um time ainda bastante jovem.

10. Eu acho que o Rams será o último colocado na NFC West. Com uma tabela muito difícil e em processo total de reconstrução, o Rams deve sofrer bastante em 2017. É importante manter em mente que os melhores anos do time ainda estão por vir e que a temporada que vem é apenas um dos passos na busca para voltar a brigar pela divisão.

Next up: New York Jets/siga-me no Twitter: @henrique_bulio

Written by

Numa eterna cruzada contra o feijão por cima do arroz.

Welcome to a place where words matter. On Medium, smart voices and original ideas take center stage - with no ads in sight. Watch
Follow all the topics you care about, and we’ll deliver the best stories for you to your homepage and inbox. Explore
Get unlimited access to the best stories on Medium — and support writers while you’re at it. Just $5/month. Upgrade