10 coisas que eu acho que eu acho — Minnesota Vikings
Não há exemplo maior que justifique a importância de uma linha ofensiva do que o Vikings de 2016. Um time com um bom quarterback, um bom grupo de skill players e uma excelente defesa teve sua temporada minada pelo péssimo nível dos cinco jogadores responsáveis pela proteção de Bradford.
O décimo quarto time da série tem uma situação interessantíssima para resolver na posição mais importante do jogo e adentra 2017 sem o jogador que foi a cara da franquia na última década. Será que Minnesota tem força suficiente para brigar com o forte time de Green Bay pela NFC North
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O Vikings tem em 2017 a primeira temporada sem Adrian Peterson no elenco em uma década, e isso não é um grande motivo de preocupação. O mais novo running back da franquia, Dalvin Cook, é um jogador com nível de primeira rodada que caiu devido a problemas extra-campo. Extremamente talentoso, Cook corre por fora na briga por Offensive Rookie of the Year e representa a opção por terra que não foi capaz de ajudar Sam Bradford na temporada passada.
2. Já que estamos falando de primeira rodada, Minnesota não teve uma escolha na mesma durante o Draft de 2017. Dessa forma, o Vikings pode compensar essa falta se aproveitando de uma melhor temporada de Laquon Treadwell, a escolha de primeira rodada em 2016 que recebeu um total aproximado de 01 (um) passe durante seu ano de calouro. Um ano de experiência pode fazer muito bem ao wide receiver, contando também que a temporada atual não seja afetada por lesões em oposição a anterior.
3. Sam Bradford teve uma temporada de altíssimo nível em 2016 e espere um ano ainda melhor em 2017. Não se esqueça: Bradford chegou ao Vikings apenas oito dias antes do início da temporada regular e teve de se acostumar a um time novo e a um playbook bastante diferente durante esse tempo. Com esses fatores somados a uma linha ofensiva horrível e a perda de Adrian Peterson por 13 jogos, o quarterback ainda foi o que completou mais passes em toda a NFL (71,6%), foi o quarto titular que menos lançou interceptações (5), e teve o sexto maior rating durante a temporada (99.3). Com um melhor grupo de running backs ao seu lado e uma provável evolução da linha ofensiva, não há razões para pensar que a antiga primeira escolha geral não terá um ano ainda melhor em Minneapolis.
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4. Minnesota tem uma decisão bastante importante por tomar ao fim da temporada, quando se encerram os contratos de seus dois quarterbacks. É um infortúnio o que aconteceu com Teddy Bridgewater, mas Sam Bradford é um quarterback muito melhor e, salvo algum desastre — como o ocorrido com Bridgewater — , será o líder da organização no futuro. O ex-aluno de Oklahoma é uma opção bastante segura para a posição mais importante do esporte, com precisão, tomadas de decisão e arm strenght melhores que a do ex-aluno de Louisville. O Vikings declinou a opção de estender o contrato de Bridgewater por mais um ano, e a tendência é que ele não esteja empregado pela franquia em 2018.
5. Eu não estou certo de que a linha ofensiva será boa mesmo depois de tanto investimento na inter temporada. Mas não será um desastre como na temporada anterior. O Vikings pagou caro em seus dois novos offensive tackles; ainda que não sejam elite, Riley Reiff e Mike Remmers são novos, possuem poucos problemas com lesão e certamente darão muito mais segurança a Bradford do que o quarterback obteve em 2016.
6. Danielle Hunter teve 12.5 sacks em 2016 mesmo estando em campo em menos de 60% dos snaps. Com a redução da participação de Brian Robison dada sua avançada idade (34), Hunter consolidará sua condição de estrela numa defesa que já é uma das mais fortes da liga. O outro defensive end titular, Everson Griffen, tem média de 10 sacks por temporada nos últimos três anos e é outra força numa fortíssima linha defensiva.
7. Outro reforço que faria o time do Vikings ainda mais forte? Shariff Floyd. Não se espera que ele entre em campo em 2017 dado um grave problema no joelho, mas se as probabilidades estiverem erradas, a linha defensiva do Vikings terá quatro excelentes jogadores. Linval Joseph é um jogador que merece mais atenção, sendo um dos melhores nose tackles em toda a liga.
8. Xavier Rhodes foi responsável pela marcação de grande parte dos principais recebedores dos adversários do Vikings em 2016. Como resultado de sua excelente produção, Minnesota estendeu seu contrato por 5 anos e 78 milhões de dólares durante a offseason. O outro cornerback é que preocupa Mike Zimmer: Trae Waynes ainda não justificou a organização ter utilizado a 11ª escolha geral no Draft de 2015, com duas temporadas bastante abaixo das expectativas. Essa é a maior fraqueza numa defesa que possui pouquíssimas.
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9. Se o ataque jogar num nível aceitável, a defesa levará o Vikings longe na temporada. Um bom quarterback, um running back promissor, uma linha ofensiva que não deve ser pútrida como a anterior e uma defesa dentre as melhores da liga. É realmente um ano onde as expectativas em Minnesota são altas.
10. É impossível prever com precisão se o Vikings conseguirá bater Aaron Rodgers e Cia, mas Minnesota é a maior ameaça para o Packers na NFC North. Um 2016 que terminou de forma melancólica deve servir de motivação para que o final não se repita em 2017. Com um time tão forte, o Vikings tem de aspirar alto dentro da NFC.
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