10 coisas que eu acho que eu acho — New Orleans Saints

Henrique Bulio
Aug 24, 2017 · 4 min read

Três anos consecutivos sem disputar a pós-temporada motivam o New Orleans Saints à medida que a carreira de Drew Brees se aproxima cada vez mais de seu final. Numa NFC South equilibradíssima — com os quatro times em condição de brigar pela divisão — , o Saints aposta essencialmente na melhora da sua defesa para competir com os explosivos ataques de Falcons, Panthers e Buccaneers

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Nos acostumamos a falar muito do ataque de New Orleans centrados na figura de Drew Brees — e com razão. Aposte em mais uma ótima temporada do único quarterback na história da NFL com pelo menos cinco temporadas passando para mais de 5,000 jardas. Mesmo possuindo idade avançada (38), Brees ainda possui um excelente trabalho de pés e sua força no braço continua praticamente a mesma — mais um excelente ano está a caminho.

2. O New Orleans Saints correu com a bola em 37,48% de seus snaps durante a temporada passada — a terceira marca mais baixa da liga. Esse número certamente aumentará consideravelmente em 2017, dada a qualidade do backfield da equipe: Mark Ingram é um excelente running back além de bastante útil recebendo passes e o reserva imediato é Adrian Peterson, a quem você pode conhecer como o melhor jogador da posição na última década. Ainda merece menção o calouro Alvin Kamara, que se juntou a um grupo recheado de talento na posição no fim de abril e vem impressionando desde então.

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3. Eu sou um amante de fullbacks e, por consequência, falo sobre a posição sempre que tenho oportunidade. O Saints possui um excelente em John Kuhn que, ainda que tenha tido uma temporada não tão produtiva em 2016 — o Pro Football Focus o apontou como apenas o oitavo melhor da posição em toda a NFL — permanece sendo um dos melhores da liga. Num ataque corrido predominantemente norte-sul, sua importância não pode ser subestimada.

4. Brandin Cooks é um excelente recebedor, sem dúvida. Mas o Saints não vai sentir sua falta. Willie Snead e Michael Thomas são excelentes no outside e, ainda que não na mesma qualidade, Ted Ginn Jr. suprirá a saída de Cooks com relação aos passes longos. Considerando o bom retorno obtido pela organização por um jogador que estava insatisfeito em ser parte do time, New Orleans não possui muito o que reclamar com relação ao resultado final da troca.

5. Numa divisão como a NFC South, todas as quatro unidades ofensivas tem potencial para serem bastante explosivas. Isso seria um problema gigante para o Saints no ano passado; a história em 2017 não será tão ruim, já que se espera uma melhora significativa da secundária na temporada que se aproxima. A franquia investiu escolhas de primeira (#11, Marshon Lattimore) e segunda (#42, Marcus Williams) rodada em defensive backs, e os aprendizados do primeiro ano farão bem para a evolução de Vonn Bell. O fator negativo aqui é a lesão de Delvin Breaux, de quem se esperava que assumisse uma posição de titularidade como cornerback: com uma fíbula quebrada, a previsão é de ausência por seis semanas.

6. Ano sim, ano também, a falta de um pass rusher producente junto de Cameron Jordan era uma das maiores — se não a maior — deficiências de New Orleans. O Saints precisa muito de melhorar a pressão de sua linha defensiva se quiser ameaçar o resto da divisão. A volta de Hau’oli Kikaha depois de perder 2016 com uma lesão grave no joelho será essencial.

7. Buccaneers, Panthers e Falcons possuem linhas defensivas bastante agressivas. A linha ofensiva do Saints, que já não é das melhores, possui Max Unger e Terron Armstead — dois de seus principais jogadores — na chamada PUP list, e ambos jogadores não devem começar a temporada em condições de atuar. A linha ofensiva pode ser o calcanhar de aquiles e limitar a produção de um excelente ataque.

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8. O Saints vai sentir muito a falta de Nick Fairley. De alguma forma, a organização conseguiu reter o jogador durante a free agency por um bom preço mesmo após um excelente final de 2016 e esperava-se que junto de Sheldon Rankins, a equipe formasse uma bela dupla de defensive tackles. Tudo isso ficou pelo caminho quando, durante a offseason, descobriu-se que Fairley possui um grave problema no coração e não atuará em 2017. Assim, o time perdeu um de seus melhores jogadores defensivos numa linha que já não é das melhores da liga.

9. New Orleans é uma grande incógnita. O ataque, mais uma vez, deve encher os placares com pontos, e a defesa parece dar sinais de melhora. Ainda assim, se deve tomar cuidado com ambas as linhas: a linha ofensiva suportará os fortes pass rushes que o time defrontará durante a temporada? A linha defensiva conseguirá gerar pressão nos quarterbacks? Essas duas respostas praticamente selarão o destino do Saints ao fim do ano.

10. Eu acho que o Saints finalmente vai quebrar a sina do 7–9. A tabela do Saints não é tão difícil, principalmente a partir da segunda metade da temporada. A defesa finalmente parece dar sinais de que um bom ano está por vir e o ataque possui peças explosivas, além de uma das melhores mentes ofensivas da NFL em Sean Payton. New Orleans tem time para brigar dentro da NFC South: a divisão, mesmo contando com o atual vice-campeão do Super Bowl, está totalmente em aberto, com todos os quatro times em condição de fazer uma boa temporada.

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Numa eterna cruzada contra o feijão por cima do arroz.

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