10 coisas que eu acho que eu acho — Philadelphia Eagles

Henrique Bulio
Aug 24, 2017 · 6 min read

Esse é o décimo segundo texto da série e, sinceramente, meu favorito.

Se você me segue no Twitter ou vê meus posts no Facebook, deve ter notado que torço para o Philadelphia Eagles. Acompanhar o time é a minha forma preferida de terapia e minha distração favorita para as mazelas da vida. O efeito que esse time possui sobre meu estado de espírito é imenso: a felicidade durante a semana da free agency quando Alshon Jeffery assinou com a equipe ou a vontade de não sair de casa pós-derrota para o Cowboys durante a temporada passada.

Veja também: 10 coisas que eu acho que eu acho — Chicago Bears

  1. Todos nós conhecemos a narrativa: “se Lane Johnson não tivesse sido suspenso…” “se a linha ofensiva não tivesse mexido tanto…” “se o grupo de recebedores não fosse tão ruim…” são muitas desculpas para mascarar um ponto importante que o torcedor do Eagles se recusa a ver: a primeira temporada de Carson Wentz na NFL foi ruim. O progresso de Wentz foi limitado pelas peças à sua disposição? Sem dúvida. Isso é motivo suficiente para ignorar sua temporada ruim? Não. A culpa de muitas das atuações ruins do ex-Bison recaem sobre ele mesmo (o jogo contra Seattle em especial é destacável aqui) e o fã da franquia precisa abrir os olhos para a realidade.
  2. O grupo de recebedores do Eagles é realmente muito bom. Na última semana, Jordan Matthews — o antigo recebedor #1 — foi trocado para o Buffalo Bills. A aposta aqui é que ele não fará falta em campo, já que Philadelphia possui agora um verdadeiro recebedor #1 em Alshon Jeffery, um sólido recebedor #2 em Torrey Smith e opções confiáveis para a posição de slot receiver, onde Matthews atuaria nessa temporada. Mais do que isso, a profundidade desse grupo também é notável: o recém-draftado Mack Hollins tem se mostrado uma excelente escolha e até mesmo Bryce Treggs e Greg Ward têm tido uma excelente offseason.
  3. Eu acho que todos nós devíamos dar mais atenção a Jordan Hicks. São duas temporadas na liga — uma delas interrompida no meio por uma grave lesão — e em ambas, Hicks tem se mostrado um dos principais linebackers em toda a liga. Sua excelente cobertura contra o passe — são sete interceptações em 24 jogos na carreira — é o principal atributo pelo qual os torcedores do Eagles enchem a bola de seu jogador, ainda que sua condição de líder da defesa no campo não possa ser subestimada. Sem dúvida, a pick mais importante no período em que Chip Kelly foi o general manager de facto da franquia.
  4. Eu não concordo com o Pro Football Focus, que apontou a linha ofensiva do Eagles como a melhor da NFL adentrando a temporada de 2017. Mas é um grupo fortíssimo e que merece estar na discussão. Quando Philadelphia perdeu Lane Johnson (o melhor right tackle da liga, diga-se) por 10 jogos em 2016, foi notória a queda de produção da linha ofensiva como um todo. A dupla que Johnson forma com Jason Peters deixa Wentz bem tranquilo em relação à sua proteção pelo outside; Isaac Seumalo e Brandon Brooks formam também uma excelente dupla de guards; a maior questão aqui é Jason Kelce, que já parece longe de sua melhor forma. Se os titulares não fossem bons o suficiente, a profundidade desse grupo é ainda mais impressionante: Stefan Wisniewski, Halapoulivaati Vaitai, Chance Warmack e Dillon Gordon poderiam todos brigar pela titularidade numa linha mais enfraquecida. Isso certamente não será um problema em 2017.
  5. O Eagles finalmente tem um bom cornerback. Se esperava que Philadelphia buscasse um novo cornerback por meio de trade ainda durante o mês de agosto; contudo, a aposta padrão era de que o nome que Howie Roseman estava buscando era Kyle Fuller, do Chicago Bears. Por isso, foi uma surpresa quando Ronald Darby foi anunciado como o novo jogador da franquia, numa troca que envolveu o wide receiver Jordan Matthews e uma escolha de terceira rodada em 2018. Embora Matthews fosse um dos alvos preferidos de Wentz, e o Eagles já estivesse sem escolhas de segunda rodada no Draft do ano que vem, a organização conseguiu reforçar uma posição na qual o time estava carente havia anos; Ronald Darby é um upgrade imenso quando comparado a qualquer outro jogador da mesma posição no elenco.
  6. Philadelphia pode adquirir um reforço de peso durante a temporada se Sidney Jones tiver condições de jogar. Seria arriscado e desnecessário colocar Jones em campo durante sua temporada de calouro se ele não estivesse 100%; entretanto, relatos vindos da Pennsylvania apontam que a recuperação do jogador vem correndo muito bem e que, caso tudo dê certo, Jones estará disponível a partir da metade da temporada. Se saudável, o jogador sem dúvida seria escolhido em ótima posição dentro da primeira rodada; o Eagles deu sorte de adquirir um jogador de calibre tão alto já no segundo dia, mesmo que para isso tenham que aguardar a recuperação completa do jogador. Uma dupla de cornerbacks com Jones e Darby é superior a todas que a equipe teve disponível nos últimos anos.
  7. Ainda sobre lesões, é essencial que Beau Allen esteja de volta o mais cedo possível. A linha defensiva titular está entre as melhores da liga sem qualquer dúvida, com todos os quatro jogadores acima da média. O problema reside nos reservas: o Eagles tem pouquíssima profundidade no elenco com relação aos defensive tackles. Se Fletcher Cox ou Timmy Jernigan perderem algum tempo de jogo, a possibilidade de Destiny Vaeao como titular na linha é motivo de preocupação certo para Jim Schwartz. Por isso, é muito importante que Philadelphia possa contar com o principal reserva na posição o mais cedo possível; caso contrário, a linha defensiva deixará de ser uma força.
  8. Eu realmente não vejo o menor sentido no contrato de Vinny Curry. Depois de quatro anos com o Eagles, uma média de quatro sacks por temporada e NENHUM jogo como titular, ficou claro para Howie Roseman que esses foram números suficientes para justificar um contrato de 5 anos, 47,5 milhões de dólares e 23 milhões garantidos para Curry. Philadelphia está dando muito dinheiro para um jogador que produz muito, muito menos do que ganha — e a minha esperança pessoal é de que, ao fim da temporada de 2017, o front office da organização finalmente corte os laços com o defensive end.
  9. O Philadelphia Eagles realmente tem potencial para uma temporada especial. As duas linhas são ótimas, o grupo de recebedores é bom, a secundária recebeu uma importante melhora… as maiores preocupações aqui residem no grupo de running backs, que ainda é menos do que impressionante, e na possibilidade de Carson Wentz não ser tão bom quanto os líderes da franquia esperam. Além disso, a tabela do Eagles é bastante difícil.
  10. Eu acho que é realmente difícil prever qualquer coisa relacionada à temporada do Eagles. O motivo? Wentz. A expectativa de fãs e treinadores é a mesma: a segunda temporada do ex-jogador de North Dakota State apresentará uma grande evolução em relação à primeira. Durante toda a offseason, reportou-se que os treinadores — Pederson, Reich e DeFilippo, mais especificamente — estavam bastante satisfeitos com o que obtiveram do quarterback do futuro de Philadelphia. Todavia, é impossível responder com exatidão qual será o Wentz que veremos em campo a partir do dia 10 de setembro: o que teve uma excelente offseason, ou o que foi extremamente errático em 2016?

A resposta dessa questão é a chave para o enigma do Eagles de 2017.

Next up: Arizona Cardinals/Siga-me no Twitter: @henrique_bulio

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