Classificando TODOS os quarterbacks da semana 6 da NFL

Tem sido bastante decepcionante assistir a temporada da NFL de 2017. Mesmo que emocionante pela falta de previsibilidade — se você imaginava o Rams 4–2 nesse ponto da temporada, você precisa estudar mais sobre o jogo — , o nível dos jogos tem sido horrível — principalmente dos quarterbacks. Com exceção da semana 3, aonde a grande maioria dos passadores da liga teve um bom dia (e, consequentemente, de longe a semana mais divertida da temporada até agora), a NFL tem decepcionado nesse quesito.

Como em toda semana, a questão aqui envolve analisar pura e somente os quarterbacks. Não importa o resultado do jogo, e o fator supporting cast não é uma determinante muito grande — apesar de ter sim seu peso na análise.

Importante: isso NÃO É um power ranking. As colocações são semanais.

28. Kevin Hogan, Cleveland Browns

(20/37, 140 jardas, 1 touchdown, 3 interceptações, 38.1 passer rating)

Eu nunca achei que DeShone Kizer fosse a resposta real para qualquer franquia. O ponto é: ele foi escolhido numa posição alta e existe potencial no jogador. O Browns está 0–6. Por que não deixá-lo aprender em campo? Mesmo se Hogan for um quarterback minimamente competente (ele não é), o que Cleveland tem a ganhar com uma ou duas vitórias a mais na temporada?

Kizer ao menos avançava o ataque, apesar dos erros de calouro e da falta de ajuda de seus companheiros de ataque. Hogan obteve a pífia média de 3,8 jardas por passe tentado e todas suas interceptações foram de doer os olhos — Kevin mal conseguia processar leituras.

O Browns não teve qualquer chance durante o jogo por, dentre muitos outros fatores, a incapacidade de seu ataque de produzir qualquer faísca. Tudo no ataque é ruim. Mudar Kizer por Hogan não foi, não é e nunca será a solução.

27. Joe Flacco, Baltimore Ravens

(24/41, 180 jardas, 2 interceptações, 48.8 passer rating)

Pessoalmente falando, tem sido exaustivo falar de Joe Flacco nos rankings. Ele é horrível e assistir game film do mesmo me deprime.

Flacco obteve um AY/A de 2.20 jardas, a pior marca da liga por um quarterback titular não-chamado Kevin Hogan. O veterano é impreciso, não consegue acertar passes longos (0/3 em passes de +20 jardas, segundo o Pro Football Focus) e não consegue produzir de forma alguma: apenas 25% das jogadas de passe do Ravens na partida foram consideradas de sucesso. Com essa produção aérea, Baltimore não estará brigando pela AFC North no fim do ano.

26. Brett Hundley, Green Bay Packers

(18/33, 157 jardas, 1 touchdown, 3 interceptações, 39.6 passer rating)

Os números não mostram que Hundley foi, se não efetetivo, ao menos competente quando chamado em campo após a grave lesão de Aaron Rodgers (2/4, 18 jardas) em Minneapolis. O Vikings possui uma excelente defesa e a linha ofensiva do Packers, em compensação, tem sofrido com lesões desde o início da temporada.

Todas as três interceptações de Hundley foram estranhas, assim por dizer. Na primeira, um passe que deveria saído com mais velocidade foi desviado; na segunda, uma jogada incrivelmente atlética de Harrison Smith, desviando a bola e fazendo a interceptação por si mesmo; e na última, o braço de Hundley foi acertado durante o lançamento, o que gerou um “pato morto”.

De positivo para o fã de Green Bay, foi notável o quanto o ataque do Packers conseguiu boas jogadas quando Hundley lançou passes fora dos números (ou seja, mais perto das sidelines). Brett é um bom backup e, mesmo que muito longe do nível da estrela principal da organização, pode manter a temporada da franquia viva com mais tempo de preparação/adaptação.

25. Trevor Siemian, Denver Broncos

(29/50, 376 jardas, 1 touchdown, 2 interceptações, 71.8 passer rating)

Estamos voltando à realidade quando o assunto é Trevor Siemian. Depois do excelente início de temporada, mais uma vez as péssimas decisões tomadas pelo quarterback estacionaram o ataque do Broncos, que só anotaram 10 pontos mesmo jogando em casa em cadeia nacional.

Mesmo quando o passe era preciso, as decisões eram ruins — você nunca deve testar Janoris Jenkins numa flat route, por exemplo. Apenas 33% das jogadas aéreas do Broncos foram de sucesso, mesmo com as 376 jardas durante o jogo. Denver pode ficar pra trás mais uma vez se seu ataque não clicar novamente.

24. Derek Carr, Oakland Raiders

(21/30, 171 jardas, 1 touchdown, 2 interceptações, 67.5 passer rating)

Eu não sei o porquê, como, ou o que aconteceu com Derek Carr em 2017. Era esperado uma severa regressão em relação aos números da temporada passada, quando Carr foi extremamente hypado por um excelente ataque à sua volta; nesse ano, entretanto, a principal estrela de Oakland só lança passes curtos e rápidos buscando evitar os sacks e a estratégia tem dado completamente errado.

Na primeira interceptação no domingo, Carr lança a bola muito antes de Crabtree se colocar em posição para recebê-la; na segunda, Seth Roberts não consegue agarrar um simples checkdown. Derek obteve 3.37 AY/A na rodada — uma das piores marcas em toda a liga — , além de apenas uma jogada explosiva nos 30 passes tentados. O Raiders precisará de muito mais para vencer um importantíssimo jogo contra o Chiefs na quinta-feira.

23. Cam Newton, Carolina Panthers

(28/52, 239 jardas, 1 touchdown, 3 interceptações, 48.5 passer rating)

Mesmo que as estatísticas não sejam generosas com o jogador, nenhuma das três interceptações de Newton foram realmente culpa do quarterback — passe desviado, drop horroroso, erro de rota do recebedor, em ordem. Além disso, a linha ofensiva não fez nenhum favor a Cam, que sofreu com o fortíssimo front seven de Philadelphia a noite inteira.

Isso não é pra dizer que a antiga primeira escolha geral não teve um jogo ruim. Especialmente no último quarto, a decision making de Newton foi bastante questionável, tal qual sua precisão. Todavia, o Panthers correu 14 vezes com a bola conquistando 9 jardas quando o ball carrier não era Cam Newton: o quarterback foi a única peça funcional num jogo corrido que precisava produzir para dar chance contra um forte adversário. Depois de uma sequência de bons jogos, a estrela de Carolina regrediu em suas atuações.

22. Matthew Stafford, Detroit Lions

(25/52, 312 jardas, 3 touchdowns, 3 interceptações, 62.3 passer rating)

Quando você lança a bola 52 vezes numa partida e só consegue 16 first downs, isso é ruim. Quando você lança a bola 52 vezes numa partida e completa menos de 50% dos passes, isso é péssimo. Quando você consegue um AY/A de 4.56 lançando contra a defesa do New Orleans Saints, não há como sua performance ser defendida.

Stafford foi mal no último domingo, lançando passes imprecisos que por muitas vezes forçaram ajustes de seus recebedores — Golden Tate e Marvin Jones tiveram um jogo excepcional. Porém, nem toda a culpa se resume a um jogo ruim da antiga primeira escolha: a linha defensiva de New Orleans pressionou o jogador em quase metade de seus dropbacks, além de conseguir as três interceptações desviando passes — seja na linha de scrimmage, seja na cobertura. O ataque de Detroit funciona quando os recebedores do Lions ganham jardas após a recepção; por muito tempo de jogo no domingo, esse não foi o caso.

21. Case Keenum, Minnesota Vikings

(24/38, 239 jardas, 1 touchdown, 1 interceptação, 78.7 passer rating)

Nada especial de Case Keenum num dia em que não se precisou de nada especial de Case Keenum. Houve uma quantidade grande de passes em que a defesa do Packers não esteve muito longe de forçar um turnover e, se Green Bay não sofresse uma catástrofe ofensiva dentro do primeiro quarto (a grave lesão de Aaron Rodgers), não é difícil de imaginar a franquia de Wisconsin retornando à sua casa com a vitória.

Num mundo normal para o Minnesota Vikings, Case Keenum seria apenas o terceiro quarterback no elenco — isso se estivesse no mesmo. Com o joelho de Sam Bradford ainda lesionado e com Teddy Bridgewater nos estágios finais de recuperação da horrenda contusão sofrida antes da temporada anterior, Keenum tem jogado num nível bastante aceitável para um reserva. Isso tem sido suficiente para que a excelente defesa mantenha o time na liderança da NFC North.

20. Blake Bortles, Jacksonville Jaguars

(23/35, 241 jardas, 1 touchdown, 1 interceptação, 83.2 passer rating)

Bortles teve uma atuação mediana, o suficiente para qualificá-la como uma das melhores do ano para o jogador. O que realmente impressionou (negativamente, no caso) foi a falta de concentração do jogador dentro do pocket: a impressão que se obtém revendo os jogos é de que muitas vezes Bortles procura o sack, correndo em direção aos linemen quando o certo seria correr para as laterais. Os 6.17 AY/A do jogador provam que a exibição foi exatamente mediana.

19. Jared Goff, Los Angeles Rams

(11/21, 124 jardas, 1 touchdown, 86.2 passer rating)

Parece que o quarterback do Rams voltou pra realidade depois do nível de elite nas primeiras semanas. Enfrentando a assustadora defesa do Jaguars, Goff cometeu erros que poderiam ter custado a vitória à Los Angeles se o adversário tivesse um ataque funcional, segurando a bola demais em momentos críticos e desperdiçando preciosas oportunidades que raramente se encontra na defesa de Jacksonville.

O Rams tem 4 vitórias em 6 jogos na temporada num início bastante superior ao que se esperava, mas o nível de jogo de seu quarterback tem declinado nas últimas semanas. Foram apenas 33% de jogadas de sucesso realizadas pelo jogo aéreo ao longo da partida, muito por conta da inabilidade de Goff conectar com seus recebedores — principalmente em passes longos.

18. Alex Smith, Kansas City Chiefs

(19/34, 246 jardas, 1 touchdown, 88.6 passer rating)

Kansas City tem um problema sério contra Pittsburgh que vem desde os playoffs da temporada passada; o Steelers limita a produção ofensiva das principais armas do Chiefs, e a consequência é uma atuação abaixo da média de Alex Smith — como se viu no último domingo: foram apenas 4 jogadas explosivas em 34 passes tentados.

2017 nos ensinou que Smith consegue atacar defesas verticalmente; é bastante difícil fazê-lo contra um adversário tão físico quanto o do último domingo. A primeira atuação abaixo da média do quarterback do Chiefs resultou na perda da invencibilidade da equipe na temporada.

17. Jay Cutler, Miami Dolphins

(19/33, 151 jardas, 2 touchdowns, 1 interceptação, 76.7 passer rating)

Méritos para o Miami Dolphins, que venceu um candidato ao Super Bowl apesar de Jay Cutler. Justiça seja feita: o plano de Adam Gase nunca foi de vencer as partidas pelo ar, e sim dar a bola nas mãos de Jay Ajayi e esperar que Cutler não cometa erros. A interceptação resultou de uma jogada inacreditável de Deion Jones mais do que um passe ruim.

O veterano teve lá sua eficiência na segunda metade da partida, quando 7 de seus 11 passes completados resultaram em first down, além de dois touchdowns que embalaram a virada do Dolphins. Ainda assim, as 4.42 net yards conquistadas por passe tentado durante a partida são pífias: Miami não vencerá jogos em que não conseguir estabelecer o jogo corrido.

16. Drew Brees, New Orleans Saints

(21/31, 186 jardas, 2 touchdowns, 2 interceptações, 78.2 passer rating)

“Estranho” seria a palavra que melhor definiria o jogo entre Lions e Saints, e a atuação de Brees não seria diferente. Em uma de suas interceptações, por exemplo, Michael Thomas simplesmente teve a bola roubada de suas mãos; na outra, Brees lançou dentro da end zone uma bola no meio do campo que foi interceptada por um linemen na linha de uma jarda. Difícil culpar o quarterback em ambas.

Ainda assim, a atuação de Brees foi bem abaixo do que estamos acostumados a ver, ainda mais num jogo no Superdome. Com apenas 4.39 AY/A durante o jogo, Drew foi abaixo de sua média na rodada apesar dos 52 pontos anotados pelo Saints. Se considerarmos o nível do jogador na temporada, não deve passar de apenas um jogo ruim.

15. C.J. Beathard, San Francisco 49ers

(19/36, 245 jardas, 1 touchdown, 1 interceptação, 72.1 passer rating)

Adentrando uma partida de NFL pela primeira vez na carreira dada a inabilidade de Brian Hoyer de produzir num ataque perfeitamente desenhado por Kyle Shanahan. O calouro não foi perfeito, fazendo leituras as vezes questionáveis e impreciso em alguns passes, todavia, o 49ers esteve há pouquíssimas jardas de completar o comeback liderado pelo ex-Hawkeye.

De positivo, Beathard conseguiu 98 jardas por meio de três passes longos (+20 jardas) completos — segundo o Pro Football Focus. Além disso, viu-se uma mobilidade muito melhor do jogador, atributo que falta em Brian Hoyer. Shanahan já declarou que o ex-quarterback de Iowa será o titular nos próximos jogos, contra as fortes defesas de New York e Seattle.

14. Mitchell Trubisky, Chicago Bears

(8/16, 113 jardas, 1 touchdown, 94.0 passer rating)

O Bears correu 54 VEZES com a bola ao passo que Trubisky a lançou apenas 16 vezes. Sendo Trubisky um calouro em apenas seu segundo jogo como titular e defrontando uma excelente defesa, a fórmula serviu para limitar os erros e as jogadas ruins: mesmo com apenas oito passes completos, Mitchell conseguiu levar Chicago a sua segunda vitória no ano.

Dos 16 passes tentados, seis foram jogadas em que o quarterback lançou a bola fora para evitar um fim pior. O playcall de Chicago é repleto de jogadas aonde Trubisky utiliza o lado direito do campo, saindo do pocket e lançando na corrida também nesse lado. Além disso, o Bears só adentrou field goal range na prorrogação depois de uma incrível conversão de 3rd & 11 num passe do calouro. Com uma fortíssima defesa e um ataque em desenvolvimento, a equipe pode arrancar mais vitórias surpreendentes ao longo do ano.

13. Jacoby Brissett, Indianapolis Colts

(21/37, 212 jardas, 1 touchdown, 82.3 passer rating)

É óbvio que Brissett não é nenhum Andrew Luck, mas o segundo anista é um quarterback de certa qualidade. O ataque do Colts funciona com o jogador, que atua de forma magistral dentro do pocket e tem boa precisão nos passes, além de se movimentar muito bem.

Indianapolis não tem exigido muito do jogador, que lançou apenas um passe longo em toda a partida. Apesar disso, 15 das 21 conexões resultaram em primeiras descidas, com um AY/A de 6.27 — exatamente na média da liga na sexta semana. A AFC South é terra de ninguém e não só Brissett pode manter o Colts vivo na temporada por um bom tempo, como pode se tornar uma valiosa moeda de troca na próxima offseason. A ver.

12. Eli Manning, New York Giants

(11/19, 128 jardas, 1 touchdown, 95.9 passer rating)

Não foi pedido muito de Manning contra a excelente secundária de Denver: McAdoo abdicou do playcalling e o Giants apostou no jogo corrido durante todo o confronto. Como resultado, Eli terminou a partida sem turnovers e com poucos erros, mais do que suficiente para bater um Broncos cujo ataque esteve longe de ameaçar durante todo o jogo.

New York está praticamente morto na temporada, é bem verdade. Não apenas pelo record (1–5) como também pela perda de suas principais armas no jogo aéreo, é praticamente impossível imaginar um cenário no qual o Giants estará competindo em janeiro.

11. Matt Ryan, Atlanta Falcons

(24/35, 248 jardas, 1 touchdown, 1 interceptação, 86.4 passer rating)

O ataque do Falcons tem um limitante grave em Steve Sarkisian e isso vem afetando demais as performances de Matt Ryan. Embora fosse esperada certa regressão em comparação ao altíssimo nível de 2016, o design do sistema ofensivo do novo coordenador de Atlanta é horroroso. Como resultado, Ryan não consegue atacar verticalmente as defesas, mesmo com um supporting cast tão avançado — um ataque com TANTO talento não deveria anotar 17 pontos num jogo em casa. Nunca.

A interceptação do MVP da temporada passada veio num passe numa janela pequena aonde a cobertura tem muito mais méritos do que um passe ruim em geral. Ryan continua a jogar em alto nível quando as chamadas envolvem rotas mais complexas/intermediárias, com precisão e calma no pocket em tais jogadas. É justo imaginar que um ataque tão talentoso vai clicar em algum ponto da temporada; com Panthers e Saints jogando em bom nível, entretanto, é melhor não demorar.

10. Josh McCown, New York Jets

(31/47, 354 jardas, 2 touchdowns, 2 interceptações, 84.9 passer rating)

McCown foi mais um a se aproveitar da fraqueza na secundária de New England e atacou verticalmente a defesa do Patriots durante boa parte do jogo, encerrando a partida com média de 7,5 jardas por tentativa de passe. Mesmo sem sair com a vitória, o veterano conseguiu impressionantes passes longos e, se não por uma chamada extremamente questionável no último quarto que anulou uma pontuação de New York, poderíamos estar aqui discutindo sobre o Jets ser o líder da AFC East depois de seis semanas. Josh vem jogando muito melhor do que o esperado e domingo foi mais uma prova disso.

9. Philip Rivers, Los Angeles Chargers

(25/36, 268 jardas, 1 touchdown, 100.2 passer rating)

Rivers voltou a se mostrar um quarterback sólido fora de casa, com um bom AY/A de 8.00 jardas em Oakland. Mesmo sem enfrentar uma grande defesa, foram 18 passes completos de 23 tentados quando o pocket estava limpo — estatística do Pro Football Focus. O veterano esteve muito mais preciso do que nas últimas rodadas, jogando com inteligência e lançando muito bem também quando na corrida.

8. Tom Brady, New England Patriots

(20/38, 257 jardas, 2 touchdowns, 1 interceptação, 80.7 passer rating)

Brady foi melhorando o nível de sua atuação ao longo da partida, depois de um início ruim e cheio de erros da sua equipe. Sua interceptação veio de um passe longo horrível em cobertura dupla; a partir de então, no entanto, Tom começou a atacar mais o meio do campo, especialmente utilizando Rob Gronkowski (6 recepções, 86 jardas, 2 touchdowns na partida) e sua atuação melhorou.

Apenas 53% de passes completos e 6,8 jardas por passe tentado durante o jogo não é o que estamos acostumados a ver de Brady. Mesmo assim, New England saiu com uma importante vitória dentro da divisão provinda da atuação de seu quarterback — especialmente no segundo tempo.

7. Kirk Cousins, Washington Redskins

(25/37, 330 jardas, 2 touchdowns, 1 interceptação, 102.3 passer rating)

Um bom jogo contra uma defesa ruim, aonde Cousins obteve uma excelente porcentagem de jogadas de sucesso (58%) e também um ótimo AY/A de 8.78, a quarta melhor marca da rodada. Cousins continua fazendo o que se espera dele: jogando bem contra defesas fracas e operando o ataque muito bem desenhado por Jay Gruden.

Eu ainda tenho minhas críticas a Kirk Cousins. O jogador é extremamente produtivo quando contra fracas defesas, mas não o vejo como um quarterback que levaria sua equipe à glória num elenco mais fraco. O Cousins de 2017, entretanto, parece um jogador melhor do que nos outros anos. A ver.

6. Ryan Fitzpatrick, Tampa Bay Buccaneers

(22/32, 290 jardas, 3 touchdowns, 2 interceptações, 102.3 passer rating)

Eu não tenho nenhuma ideia do que diabos passou na cabeça do playcaller de Tampa Bay para chamar uma jogada em empty formation com Fitzpatrick under center. O resultado obviamente foi desastroso, contudo, essa jogada foi uma das poucas realmente ruins numa atuação admirável do veteraníssimo quarterback, que adentrou a partida quando os Buccaneers já perdiam por 24 pontos (Jameis Winston antes da lesão: 5/10, 61 jardas, 69.2 passer rating).

O que realmente chamou a atenção em Arizona foi o quão bem Fitzpatrick esteve nos passes longos, vide as duas bombas em direção a Mike Evans no segundo tempo da partida. É de se imaginar se o Buccaneers conseguiria triunfar se seus primeiros pontos não tivessem sido anotados com o placar em 31–0.

5. Ben Roethlisberger, Pittsburgh Steelers

(17/25, 252 jardas, 1 touchdown, 1 interceptação, 97.4 passer rating)

Qualquer coisa seria melhor do que cinco interceptações aqui, mas Roethlisberger teve um bom jogo contra uma equipe física e ótima na defesa que é Kansas City. Big Ben foi bastante efetivo principalmente quando lançando para seu principal recebedor (8/10, 155 jardas, TD, 112.5 passer rating quando em direção a Antonio Brown), também controlando bem o campo em rotas intermediárias.

Eu acredito que essa seja a última temporada de Roethlisberger em Pittsburgh — ele simplesmente não parece 100% dedicado ao jogo nesse momento. Com o poderio ofensivo da franquia e com a fraca AFC North, é provável que, se encerrada a carreira em 2017, o último ano do jogador na liga termine com o Steelers sendo uma ameaça na AFC.

4. Marcus Mariota, Tennessee Titans

(23/32, 306 jardas, 1 touchdown, 1 interceptação, 99.2 passer rating)

O que se viu na segunda-feira foi um Mariota atacando a secundária do Colts com diversos passes intermediários/longos, resultado de uma expansão do playbook por parte de Mike Mularkey. Marcus obteve um bom AY/A de 8.78, a quarta melhor marca de um quarterback em toda a rodada. Além disso, sua precisão nos passes continua de ser uma das mais lindas coisas em qualquer passador na liga.

Esqueça a pick six: o mérito foi totalmente do defensor. A partida do signal caller de Tennessee foi excelente, aonde mais uma vez sua acurácia e seu trabalho no pocket foram de encher os olhos. É difícil argumentar contra o fato de Marcus Mariota ser o melhor quarterback jovem da liga.

3. Deshaun Watson, Houston Texans

(17/29, 225 jardas, 3 touchdowns, 1 interceptação, 103.4 passer rating)

Uma notável mudança no ataque de Houston com a inserção de Watson numa posição de titular é o quão diversificado Bill O’Brien tornou o playbook — talvez por necessidade, talvez por opção. O fato é: o ataque do Texans se tornou muito mais produtivo por isso.

Deshaun se aproveitou de um gameplan aonde os safeties do Browns estavam notavelmente recuados, o que se traduziu em fáceis conexões curtas/intermediárias. Mesmo assim, Watson conseguiu completar também passes mais longos: foram 4 passes considerados “explosivos”, fortes contribuintes para uma média de 7.8 jardas por tentativa.

É inacreditável pensar que, durante toda a intertemporada, Bill O’Brien chegou a pensar que Tom Savage pudesse ser uma melhor opção do que o calouro: Savage não seria digno da titularidade nem mesmo se Kizer fosse o escolhido por Houston, e não Watson.

2. Carson Wentz, Philadelphia Eagles

(16/30, 222 jardas, 3 touchdowns, 110.7 passer rating)

Wentz engatou uma sequência de ótimas atuações que representam de longe o mais alto nível de football apresentado em sua carreira. Nos últimos jogos, vê-se um segundo anista com excelente presença no pocket, se deslocando de forma consciente, escapando de sacks e lançando com precisão na corrida.

O fator mais importante relacionado à evolução do jogador, contudo, são os passes longos. Se no ano passado (e no início da temporada atual) Wentz costumeiramente lançava muito acima de onde seus recebedores pudessem realizar a conexão, Carson agora é bastante preciso em tais passes, colocando a bola em janelas dificílimas de passe. Estamos começando a ver a evolução esperada de um jogador o qual Philadelphia investiu um notável capital para obtê-lo e, somado ao altíssimo nível que o resto do ataque apresenta, não há motivos para o torcedor do Eagles pensar que as ótimas atuações do ex-Bison não podem se manter constantes.

1. Carson Palmer, Arizona Cardinals

(18/22, 283 jardas, 3 touchdowns, 1 interceptação, 139.4 passer rating)

Não achei que fosse colocar Carson Palmer tão alto nessa lista em qualquer momento do ano e, seja lá qual poção o veterano tomou para rejuvenescer, deu resultado: os passes de Palmer mostraram muito mais velocidade e precisão contra Tampa Bay, além de sua movimentação no pocket estar em alto nível durante o duelo.

Se o último confronto foi indicação do que vem na temporada, então Arizona pode muito bem brigar pelo título da divisão con Seattle e Los Angeles. O ataque parece focar mais no meio do campo, aonde Palmer tem mais facilidade para lançar a bola. Essa fórmula pode dar certo.

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