Da falência ao sucesso, a incrível história do ex refugiado vietnamita naturalizado brasileiro

Tá difícil tua vida irmão(a)? E se eu te disse, que um Vietnamita, em busca de refugio do regime comunista usando um barco de pesca, ficou à deriva 4 dias, antes de ser resgatado por um petroleiro em alto mar. Era 1979 e ele tinha 20 anos. Estou falando de Thai Quang Nghia!

Um empreendedor que foi acolhido pelo Brasil, naturalizou-se e veio morar em São Paulo. “Eu me sentia como se fosse cego, surdo e mudo porque não falava português e não sabia onde estava, ou para onde ir.” Durante o primeiro ano, Nghiã viveu num abrigo instalado no Glicério, mantido pela Igreja Católica. Ele conta que não existia dicionário vietnamita-português, então criou um. “Em um ano, já continha 17 mil verbetes. Depois, cheguei a 25 mil.”

Além da dificuldade de comunicação, ele não possuía qualificação, o que aumentava sua dificuldade para arrumar um trabalho. “Obtive capacitação em cursos gratuitos oferecidos pelo Senai e Senac. Assim, consegui trabalho como operador de computador em um banco, e deixei o abrigo.”

Estudou, entrou na universidade(USP) e cursou matemática. Ajudando uma amiga que havia quebrado na época do plano cruzado, foi para ruas vender as bolsas que a amiga fabricava. Em 15 dias vendeu todas.

Então, Nghiã percebeu que ganharia mais dinheiro vendendo bolsas do que trabalhando no banco. “Deixei o trabalho e comecei a fabricar bolsas de plástico, lona e jeans. Essa foi a minha porta de entrada para o mundo dos negócios.”

Nghiã, hoje é dono da Goóc Eco Sandal, linha de sandálias com solado feito de borracha de pneus reciclados(abaixo citarei o site). E essa inspiração em criar sandálias com esse tipo de material veio da história de seu país. “Em 2003, fui passar 60 dias no Vietnã e vi imagens de vietcongues, que lutaram contra os americanos na guerra do Vietnã. Notei que eles não usavam botas e sim pneus cortados e amarrados com tiras de borracha, para mim isso simbolizou resistência e luta.”

Rapidamente, o produto se espalhou pelo mundo, sendo comercializado em vários países da Europa, Estados Unidos e Japão. No primeiro ano, foram vendidos 700 mil pares. Em 2010, seu faturamento ultrapassou R$ 50 milhões. Mas, em setembro de 2011 a fábrica situada em Brotas pegou fogo. “Perdi tudo. Desde o estoque de produtos e máquinas, até os clientes, porque não pude cumprir os prazos de entrega.”

Até agora , agradeço por você ter lido, certamente se interessou por uma história de superação e sem dúvidas garanto que você não perdeu tempo lendo isso.

Mas o que ele fez depois que perdeu tudo? RECOMEÇOU!

Nghiã decidiu terceirizar a fabricação, que hoje ocorre na cidade de Franca, no interior de São Paulo. “Passei nossa tecnologia e know-how para eles e ganhei mais tempo para criar os modelos, dando mais agilidade aos negócios.” Atualmente, ele mantém escritório em São Matheus, na zona leste da capital, onde administra as áreas de criação, design, divulgação e comercialização.

Pouco tempo depois meus amigos, menos de um ano, 15 meses depois do incêndio, ele já estava produzindo 120 mil pares por mês e exportamos para a França, aos poucos reergueu-se.

Segundo ele, seu grande sonho é mostrar para o mundo que o Brasil tem tecnologia para transformar pneu em borracha que vira sandália. “Já reciclamos mais de 3 milhões de pneus e podemos incentivar outros países a fazer o mesmo.”

É meus amigos, quando você tiver triste, perdido ai, na dificuldade lembra de história como essas, e tem várias.

Semana que vem eu vou postar outra muito interessante de um ex catador de lixo.

São materiais que encontro de pessoas que eu sigo, como Flavio Augusto (do meusucesso.com) entre outros. Que são pessoas que te motivam, que doam conteúdo, que ensinam, que servem, contrário do que muitos pensam por ai!

Inspire-se, sua mente agradece por você conhecer essa história!

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