Poema de quem ama

Ao te amar, não amo tudo

Mas aos poucos e no corpo

Como quem aprende a ler

Quando digo: eu te amo

Nunca existirá dualidade

Nem um sentimento único

Pois amo na dose que é

E não sei ser só amor

Se acaso te amar sempre

(Em algum tempo profano)

Não haverá amor ali, portanto

Por isso o meu amar é inquieto

Anda agora rapidamente na rua

Ontem, escondeu-se em casa

Morre e nasce nos segundos

Em que os dias acontecem.