Não sei se li isso em algum lugar, ou se essa história eu inventei. Mas há muito tempo penso nela:

Havia um índio que conheceu um Europeu. E viraram grandes amigos. O europeu se sentiu o ser mais honrado no mundo por ter conhecido esse índio e vice-versa.

Antes de partir o Europeu resolve presentear o índio com o bem mais significativo que possuía, deu ao Índio seu Relógio de Ouro. O Índio pra retribuir fez a mesma coisa, deu ao Europeu seu Arco-flecha mais precioso.

Anos depois o Europeu visitou o índio e encontrou seu relógio de ouro no topo de uma árvore e ficou muito aborrecido. Como eles iriam enxergar as horas no topo da árvore? Isso é um insulto!

E o índio foi visitar o Europeu e encontrou seu arco-e-flecha pregado na parede do escritório e ficou igualmente aborrecido. Como ele iria caçar se o arco-e-flecha estava pregado na parede? Que desperdício!

Mal sabia o Europeu, que o índio colocou o relógio no topo da árvore, por que ele refletia o Sol, deus “Tupã”. Não há honra maior à um índio do que relacionar um objeto ao seu Deus.

Mal sabia o Índio, que o arco-e-flecha dele estava na área mais nobre que o Europeu encontrou para pendurá-lo, atrás de sua mesa em seu escritório, onde o Europeu recebia os líderes do mundo inteiro e falava com orgulho nos olhos do presente mais perfeito que já havia recebido.