Como o Gama Experience me ajudou a redescobrir o meu foco.

Em Março/Abril de 2017 tive a oportunidade de participar em BH do Gama Experience, um dos programas da Gama Academy e devo dizer que foi uma experiência duca*@%#0! de fo%@!!

Mas como foi ela? Saca só:

O antes

Sou formado em publicidade e especializado em Design de Interação pela PUC Minas (um verdadeiro filho da PUC, alguns diriam) e nos últimos anos eu estava trabalhando como freelancer. Olhando pra trás, acho que preferi fazer isso em vez de procurar uma função em uma agência se deve ao fato que assim eu sabia o meu propósito. Entendia no que eu estava ajudando em vez de ser apenas mais um na linha de produção.

Mas mesmo assim eu sentia que faltava algo. Talvez pelo isolamento, eu não estava satisfeito no caminho que a minha carreira (e vida) tava tomando. E até então eu não pensava em trabalhar em startups por achar que era — no alto da minha inocência — tedioso. Que seria trabalhar com a mesma coisa todos os dias. 
 
Ô bicho burro que eu era.

Só que alguma coisa me fez tentar entrar no primeiro Gama Experience que rolou em BH, em 2016. Não consegui. E começou 2017 e de novo, alguma coisa me fez tentar a inscrição novamente.

Só que daí eu fui aprovado, mas pra lista de espera. E durante alguns dias, fiquei entre um curso de lettering e o frio na barriga se eu entrava ou não.
 
 Até que eu recebi um email falando “BEM VINDO!”

O durante

Pulos de alegria depois e com adrenalina à toda, fui para o primeiro dia ainda pensando “nossa, vai ser um curso muito legal!”. Conheci os meus colegas (aqueles que enfrentariam as próximas 5 semanas comigo) e ficamos naquele clima de festa.
 
Até aparecer o Guilherme Junqueira e falar o que nos esperava. Sobre a proposta, a intensidade, a melhor frase que define o programa (uma mistura de Tropa de Elite com o Aprendiz). Sobre como não havia problema em desistir se você não achasse que não era o seu momento, pois a partir dali seria preciso realmente se dedicar. E claro, eu pensava “ah, exagero.”
 
Ô bicho burro que eu era.

As próximas 5 semanas foram de total dedicação e aprendizado. Gente como o Rodrigo Cartacho da Sympla e sua palestra que nos lembrou o que realmente importa na hora de trabalhar numa startup (“Não venda fumaça, faça fogo”) e as aulas com a Maria Fernanda e o Raff Catalan da Rock Content, do Antônio Araujo da MaxMilhas e o Caio Calado da Take, entre outros, abriram o meu olho pra várias coisas novas.

Fora os diversos assignments (tarefas) que vinham semanalmente e eu sempre começava me perguntando “como assim eles querem isso?! Não dá pra fazer!” pra terminar a semana falando “Não é que deu?

E assim passaram as 5 semanas que pareceram 5 meses, tamanha a intensidade.

O depois

E não é que eu consegui sobreviver a essa maratona? Agora que eu finalmente conheço um pouco melhor o universo das startups, não consigo me imaginar trabalhando com outra coisa. Ser capaz de ajudar a resolver um problema que alguém tenha e poder me dedicar a sempre pensar em maneiras melhores de fazer aquilo. Sempre buscar novas maneiras de fazer as coisas, sempre estar me aperfeiçoando e criando. É o que eu sempre busquei. 
 
E independente de qualquer vaga numa startup ou conhecimento sobre negócios (lean startup, BMC, etc) que o programa me deu, ele me mostrou (entre várias outras coisas que poderão aparecer num próximo artigo) que o “impossível é questão de opinião” e que sim, dá pra fazer aquele negócio que você tá enrolando e em muito menos tempo do que você imaginava. 
 
Em resumo: O negócio não é fazer coisas acontecerem, e sim fazer as coisas acontecerem. E isso vale a pena pra tudo.

Esse artigo foi publicado originalmente no blog Faca na Carreira. Dá uma olhada lá!