Eu sempre gostei do termo que você cunhou; Experiência, Por que a palavra jogo implica em algo que existe uma condição de vitória. Quantas vezes, enquanto jogamos algo fomos abordados por aquela pessoa leiga que pergunta: “Qual o objetivo?” e você simplesmente não consegue responder por que é uma pergunta incrivelmente abrangente e vaga para poder descrever a experiência que você está tendo com aquele jogo?
A história acontece como tragédia e se repete como farsa. A sucessão de Déjà vus nessa vida é fora do comum. Toda essa ânsia das pessoas por falar que “videogames são arte” é totalmente similar ao movimento que nos anos 80 cunhou o termo “Graphic Novel” para os Quadrinhos para que fossem vistas como algo “digno de respeito” e que “devem ser levados à sério”. Se olhar um histórico de Monografias e Mestrados de faculdades de Belas Artes, tá cheio de trabalhos de pessoas tentando “provar” novamente para os corpos docentes das instituições que quadrinhos são arte (supostamente eles já são considerados à bem mais tempo, mas não avisaram pra maioria dos docentes espalhados pelo mundo, e “considerado” entenda como quiser).
Agora vai começar a leva de monografias nas faculdades de belas artes (se é que já não começou) de gente tentando provar que jogos são arte, sendo que nenhum deles parou pra se perguntar: “por que raios eu preciso ficar provando pra alguém alguma coisa?”, “jogo precisa de uma definição pra ser respeitado, valorizado e levado a sério?”, “o que eu posso fazer pra mostrar que essa experiência simulada é algo válido digno de ser notado.”
Tem de ver isso aí.
