Vivemos em uma geração doente

Vivemos em uma geração doente que por medo de mergulhar no amor, se afoga na solidão. Vivemos na era do “não se apega não”, e através dessa frase podemos observar o século XXI se transformar no século das pessoas que são cheias de si, de ego e de futilidade, mas que acabam vazias porque não possuem nada para compartilhar.

De repente ficou legal ignorar, desprezar, visualizar aquela mensagem quando não está fazendo nada, mas só responder horas depois, afinal, “vai que alguém pensa que tenho interesse, não é?”

Vivemos literalmente em uma nova guerra fria. Ganha quem conquistar o coração do outro sem ser conquistado, ganha quem for mais frio, quem demorar mais para responder e se mostrar menos interessado.

Mas afinal, ganha o quê?

Lentamente vemos uma inversão de valores onde pessoas amam coisas e usam pessoas. Vemos pessoas viverem atrás de máscaras, de tentativas incansáveis de mostrar que são felizes ao máximo em redes sociais, mas… quem realmente é você quando não tem ninguém olhando?

Se apega sim. Se apega, se entrega, porque o amor é igual café, só presta se for bem forte e bem quente.

Vivemos em uma geração doente onde o problema são as pessoas, mas as pessoas também são a cura.

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