Empatia

Eu cobri meus olhos de sangue. Um sangue branco, nebuloso. Eu cobri meus olhos com o meu próprio sangue porque eu não conseguia ver. Não quis ver. O vazio que se abre diante da covardia, das palavras pretensiosas… do julgamento.

De certa forma, surge aquela palavra com aspecto dúbio. Empatia. Não, não, eu não quero. E, de novo, não! Meu desejo é permanecer cega, acima de tudo, cega.

A névoa não me permite isso. Involuntariamente, percebo que estou sendo minha própria alma amiga, estou sendo inconsciente, mas sendo, quem segura a minha mão.

Então, antes nós tínhamos laços e nós éramos alguém. Não só nós duas, três. Nós todas. Agora essa palavra vaga por tudo, inunda, cheia de si, cheia de falsa conduta.

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