Um amigo meu me sugeriu que eu começasse a escrever no Medium. Entrei simplesmente para escrever algumas crônica bem-humoradas do meu dia-a-dia.
Fiquei fascinado pela proposta desta plataforma. O design clean, o teor colaborativo com os demais autores e a interatividade com outras mídias sociais. Mas o principal foi o enfoque no conteúdo da escrita. Sem firulas e preocupações no layout do blog. A preocupação de quem escreve nesta plataforma é somente uma: o ato de escrever.
Nada mais perfeito do que utilizar de uma plataforma para gastar todas as energias criativas na escrita. A escrita é um ofício cujo ato é algo díficil e trabalhoso. Não é somente escrever, mas reescrever, reescrever e reescrever o mesmo texto. Os blogs não permitiam isto, porque você teria que se preocupar com detalhezinhos irrelevantes: tipo da fonte, tipo do cabeçalho, tipo do papel de parede, quais widgets utilizar, entre outras dezenas de detalhes. O Medium nos dá todo este trabalho já pronto em mãos. E a única preocupação de quem escreve é de fato escrever.
Hoje comecei escrever meu primeiro texto nesta plataforma, porém, infelizmente não é este texto que publico agora. Escrevi um texto que já durava cerca de 2 horas e meia, entre escrita e revisão de texto. Estava muito feliz em escrever tal texto, porque estava bem humorado, e escrevê-lo fazia bem pra mim. Só que por distração e por ser novato no uso desta plataforma de escrita e publicação, durante minha revisão de texto ao invés de deletar um parágrafo que já não seria útil, sem querer deletei a primeira parte inteira que havia reescrito e reeditado. Procurei o botão para retornar a edição tal como o Word e o BrOffice faz, ou mesmo, a mesma ferramenta existente no Blogger e Wordpress. Por minha tristeza este botão não existe e o “salvamento” automático da plataforma fez com que eu perdesse todo prazeroso trabalho que tinha feito até então.
Pode ser que eu tenha sido muito burro, por não compreender o uso das ferramentas de escrita do Medium. Sou novato e a proposta da plataforma é ser o mais simples possível, até mesmo para que não consegue dominá-lo por completo. Não quero utilizar uma plataforma que precise primeiramente escrever todo o texto no Word para depois publicar no Medium. Isto é a mesma coisa que ter um carro de última geração que percorre todo o globo terrestre em menos de 10 minutos, mas cujo combustível é movido por unhas dos pés de um Tinanossauro Rex.
Não é por maldade, entretanto uma plataforma de escrita assim é uma ferramenta de escrita burra. Ser simples não é deixar o mínimo para o ofício de escrever, mas é dar o total conforto nos mínimos detalhes, sem excessos, porém, na medida.
Este texto não é um mi-mi-mi à toa. Eu quero somente um local que me sinta confortável. Quero também, meu texto que tão prazerosamente pude escrever.
Sinceramente, não queria que esta ferramenta de escrita fosse burra. Só gostaria que eu fosse burro o suficiente para não conseguir voltar meu texto escrito. Daí alguém me ajudaria a retornar a reeditar meu primeiro — de fato — primeiro texto para o Medium. Eu ficaria feliz com meu primeiro texto publicado, desconsideraria este texto de choramingos e continuaria publicando diversos textos aqui.
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