(Re) construção

“Eu não sou mais aquela pessoa.”

Mas nós sempre estamos em constante transformação. Não sou a mesma pessoa de 5 minutos atrás, portanto não precisa se explicar. Talvez eu precisasse disso, do coração partido, da constante queda livre, dos dias mal dormidos para perceber que eu estagnei.

Foi preciso me empurrarem do mais alto penhasco para que eu acordasse. As dores continuam aqui e tudo que preciso é tempo para sarar as feridas, ou ao menos me acostumar com todas elas. As vezes me ponho à prova e testo meus limites. Ontem fui mais longe que algumas semanas atrás e isso me prova que eu posso, que sou forte desde que eu nunca me esqueça que tudo, simplesmente tudo depende de mim.

Finalmente dessa vez, eu tenho coragem para me destruir totalmente.

E me reconstruir.