Decerto, pela certeza dos fatos, não quero fazer uso da dialética, mas pode existir crise literária em quem nunca fez literatura? E me vejo assim, inerte e no fundo, oprimido pelo empuxo absurdamente lindo que são nossos sentimentos, mas, ainda assim, faço. Faço porque, diferente das minhas incertezas, que são todas, de abraçar ou dar espaço, ao olhar ou desviar, alvos, nado, até a superfície de nossas mãos dadas, e duas palavras anotadas com caneta azul: audiência e psicanálise. Você, observando a falta de tinta entre as linhas do meu destino, ri sob minha memória fraca. E eu, consentindo e feliz, rio junto, por ter acabado de perceber, entre o segundo 0,2 e o 0,3, que seu nome nunca foi parar na minha mão.

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