O futebol certo no país errado?


Em uma pesquisa recente o IBGE constatou que 3,3 milhões de brasileiros se consideram fãs de futebol americano. A ESPN, canal fechado detentor dos direitos de transmissão da NFL, a Liga Nacional de Futebol Americano, percebeu um aumento de 800% na audiência do esporte nos últimos 3 anos.

Wendell Ferreira, jornalista do jornal Zero Hora, acredita que esse crescimento se deve a maior facilidade de acesso ao conteúdo.

“Mais pessoas tem acesso à TV à cabo e acesso a internet, o que facilita o consumo da informação.”, conta o jornalista.

A POPULARIZAÇÃO DO ESPORTE NÃO PASSA LONGE DO RIO GRANDE

O Rio Grande do Sul não fica de fora desse crescimento. O aumento de adeptos ao esporte é visível também no número de equipes e praticantes gaúchos.

Em pouco menos de 8 anos, o número de times de futebol americano aumentou exponencialmente.

O RS conta hoje com uma 13 equipes, entre equipadas (full pads) e não equipadas (no pads), além de um Federação estadual para organizar o esporte.

A Federação Gaúcha de Futebol Americano é responsável pela organização do Campeonato Gaúcho de Futebol Americano. Na primeira edição do Gauchão sob chancela de um federação, o campeonato de estilo ‘mata-mata’ reúne as 7 maiores equipes do estado.


Eduardo Ferreira, presidente da recém formada Federação, acredita que o crescimento do esporte está na profissionalização do meio. Segundo ele, a federação foi criada como uma forma de organizar o futebol da bola oval no estado.

“A Federação não foi criada apenas para fomentar o esporte, mas também como uma forma de organizar seu crescimento no RS, e dar condições para times pequenos se desenvolverem.”

Apesar do esporte estar na moda, grande parte das pessoas desconhecem o esporte, mesmo que haja uma equipe em sua cidade. Confira as cidades gaúchas que têm representante no futebol americano:

NA PUBLICIDADE

Para ajudar na divulgação, o Porto Alegre Pumpkins, time mais antigo do Rio Grande do Sul, organizou uma campanha publicitária. O vídeo, que já foi assistido por mais de 200 mil pessoas, brinca com a possibilidade do ‘outro’ futebol ser a paixão nacional.