“Social Objects” e por que a sua marca deveria saber o que é isso.

gapingvoid.com

Não sou muito fã de conceitos e terminologias de marketing, sinceramente acho que mais complicam do que ajudam, mas se pudesse escolher um conceito para te encher o saco, seria uma parada que chama "Social Objects"

Social Object é o motivo que faz com que a gente comece uma conversa com outras pessoas.

Tá, mas isso serve pra quê mesmo? 
Social objects deixa claro a diferença entre criar uma campanha e começar uma conversa.

Uma campanha acontece quando queremos fazer com que a marca seja o assunto de uma conversa, já o Social Object acontece quando a marca busca ser o veiculo que ajuda as pessoas a conversar. 
E tem uma diferença grande aí.

A grande maioria das pessoas não tá nem aí para o lançamento da sua nova linha de sneakers, do seu novo chocolate com toques de pimenta da indonésia, ou que você vai dar 30% off em todas as lojas só neste fds.

Por outro lado, queremos falar sobre o dia merda que tivemos, enquanto comemos um chocolate, queremos reclamar dos boleto tudo, enquanto pensamos em comprar um tennis novo.

É menos sobre as marcas e mais sobre o contexto dela nas nossas vidas.

Entender isso é entender que precisamos criar de forma diferente. 
Como as marcas podem criar objetos sociais? Sinceramente ainda estou tentando descobrir, mas como todo mundo curte respostas em bullet points, aqui vão algumas:

  1. Não busque que as pessoas compartilhem a sua marca; pense que a sua marca deve ajudar as pessoas a compartilharem quem elas são.
  2. Mais que ficar procurando a mensagem perfeita para falar, escute e depois comece uma conversa.
  3. Crie redes, transforme seu produto/serviço em um lugar onde as pessoas se reúnam ao redor, ao invés de tentar o tempo todo convencê-las a comprar.
  4. Diferente de uma campanha, uma conversa não tem dono, permita que as pessoas contem a história junto com você.
  5. De novo, não é sobre o produto mas sobre o contexto dele na vida das pessoas.
  6. Não faça ideias, comece conversas.

O maior desafio de criar Social Objects é entender que o interessante não são as ideias, mas sim as conversas que acontecem ao redor delas.