Eu queria dançar nas estrelas
Pular e rodopiar entre pós
Pretos e roxos
Em poças lácteas em forma de labaredas

Amassar um pão de farinha cósmica
Com um rolo
E na outra mão
Segurar meu coração tolo

Não que eu tivesse medo de altura
Eu tenho medo é de cair
E não levantar
Mas se for pra me ralar

Todo
Que seja acima das nuvens
Que seja na poeira que me trouxe
E na correnteza que me leva
Pra onde ninguém me alcance

Nem eu


Aquele domingo em muito se assemelhava ao domingo em que estou nesse exato recorte de tempo. Fazia sol em São Paulo, menos frio, mas não exageradamente calor.

Sem qualquer comprometimento com uma dieta saudável, eu gastei minha juventude naquela manhã buscando um Burger King às 11 horas, em uma unidade perto de casa, e em seguida indo ao mercado, um Pão de Açúcar localizado na Avenida Angélica, perto de onde eu morava e — tamanho o privilégio — trabalhava.

Eu tinha me mudado há pouco tempo para aquele apartamento, com aquelas novas pessoas, em uma decisão de investir na minha dita “qualidade de vida”: se meu trabalho exigia muito de mim (mental, física e psiquicamente), eu pelo menos não gastaria mais tanto tempo pra ir e voltar. …


Of inhaling and pretending no problem would come my way
Watching the ones I love running out of things to say;

I sat through a week
Of feeling I don’t have my space
That in this world I don’t get where’s my place
My fathers heart could literally explode
Fears of being alone while watching the doves;

I sat through a week
Trying to let go of the past
Running thoughts of what could have been
Embrace my feature and whatever is last;

I sat through a week
Observing a floss and pills stuck cabinet
Walking until my shirt’s wet
Listening to everything they have to say
Looking into empty eyes that dare to do instead of…

About

Higor Boconcelo

Eu ando com a pisada torta e aberta e com os dedos do pé apontados pra cima.

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