Obrigada 2017!

O meu ano de 2017 começou com um término de namoro inesperado, apesar de ter sido apenas uma tentativa falha de reatar um relacionamento, tinha dedicado muito de mim naquilo.

Prometo evitar de escrever os detalhes de como tudo ocorreu ou o quanto fiquei magoada com ele. Afinal eu quero que este texto seja apenas um lembrete pra mim de como mudei no ano de 2017 e não o que ele fez ou deixou de fazer. Mas não posso ignorar o fato que por ele ter feito da maneira que fez, foi crucial para os rumos que o ano tomou.

Sempre emendei namoros, os motivos acredito que sejam variados, desde medo de ficar sozinha ou a necessidade de ter onde fugir (fisicamente). O que importa é que nesse término eu decidi encarar de frente todos esses sentimentos de solidão, tristeza, medo, raiva, etc. e dessa vez sozinha.

Não imaginava que seria um processo lento, a ponto de chorar todos os dias durante 3 meses, que não haveria mais de um dia em que não passaria sem pensar nele. Mesmo assim, o que mais me assustou foi perceber o quão falho era meu amor por mim mesma.

Eu não me conhecia, não sabia lidar com minha própria solidão. Doeu muito isso, doeu muito perceber e assumir que não me amava.

Depois de finalmente entender que o foco não era ele, mas sim na minha relação comigo mesma, fui atrás do que poderia me ajudar. Assisti inúmeros vídeos, textos, comecei a fazer meditação, conversei com amigos que se interessavam pela temática e me rodiei de conteúdos desse tipo.

Foi e tá sendo incrível me dedicar tão intensamente a mim mesma. Descubro coisas que eu não sabia, dou chances pra aquelas que por alguma razão não me permitia experimentar.

Com essa prioridade de realção em minha vida, as outras relações perderam aquele valor ou importância em minha vida. Não me entenda mal, eu continuo e sempre vou cultivar realções que me fazem bem, sou muito grata a todos eles. Mas hoje consigo entender que é saudável me afastar de alguns também, antes de respeitar os outros, eu preciso primeiramente me respeitar e reconhecer meus limites. É preciso rodear de pessoas e situações que traga boas vibrações em mim, eu não preciso mais me colocar em posições desconfotáveis apenas pelo medo de perder alguém ou magoá-lo.

Nesse ano também me senti mais íntima com meu corpo. Comecei a parar de evitar de me ver no espelho e olhar com mais atenção. Principalmente no que eu quero pra mim ou me faz bem. Pode parecer contraditório, mas me relacionar com pessoas os quais não tenho nenhum vínculo emocional, me fez sentir mais à vontade em impor e me expor meu corpo da forma que eu quero. Isso pode ser desde a escolha de roupas até o pelo das axilas.

Não vou agradar a todos e nem quero isso, portanto estou me tratando tanto fisicamente ou emocionalmente da forma que eu melhor sinto. Nem sempre entendo muito bem o que quero e isso acaba sendo mais uma etapa gostosa de auto conhecimento. É uma descoberta diária, um novo jeito de se apaixar por mim mesma.

Obrigada 2017 por me trazer situações os quais me fizeram sair do conforto. Por ter me trazido a garra e a frustração profissional que me fez mudar de área com novo emprego, me transformando em uma profissional mais segura e confiante de si. Gratidão pelos mals tratamentos e grosserias que eu ouvi, percebendo que não preciso mais estar naquela situação e sim, merece ser muito bem tratada.

Finalmente obrigada a mim mesma, que apesar de se sentir sem saídas, não desistiu. Que mudou a forma como se via e automaticamente de como agia.

Esse novo ano serão novos obstáculos e aprendizados, novas metas, mas com a certeza que estou me amando cada dia mais. Feliz 2018, que venha com muitas colheitas do plantio de 2017!