A integração de duas forças, uma questão de equilíbrio com você, e como você se equilibra com o mundo

Muitas vezes nos sentimos inquietos, insatisfeitos, algumas vezes com nós mesmos, e outras vezes direcionamos a inquietação para outras pessoas ou para tudo. Estas sensações são reflexos de questões mal resolvidas, de algo que estamos deixando de fazer (e muitas vezes nem sabemos) ou até de algo que estamos fazendo demais. O tamanho da realização e satisfação não é medido no quanto fazemos de mais para nós mesmos ou para os outros, e sim no equilíbrio que permitimos entre o dar e receber, reconhecendo aqui que nossa vida é reflexo das relações que estabelecemos com nós mesmos e com os outros, na vida pessoal e profissional.

Existem duas forças que agem dentro de nós, e que é reproduzida na natureza, e consequentemente no funcionamento da nossa vida e do ambiente em que estamos inseridos: uma força que leva e acolhe, que doa e entrega, que orienta e possibilita maior clareza na direção, e é assim a sua operação na vida. E uma outra força que executa, que opera na direção que foi orientado, que sabendo a direção, assume o seu lugar executando a tarefa e a responsabilidade. Este princípio de leva e traz, de dar e receber, de olhar e ser olhado, de doar e tomar, de orientar e executar, permeia a nossa vida em todos os momentos, e quando está equilibrado sentimos uma sensação de realização, de felicidade, de conquista, de sucesso, de amor profundo por nós mesmos.

O desequilíbrio é notado quando temos a sensação de não estarmos recebendo o que almejamos, porque estamos dando de menos ou demais para a vida. Quando este desequilíbrio se manifesta costumamos cobrar das pessoas, cobrar de quem está do nosso lado principalmente. Note a força de como se manifesta as suas cobranças e veja o como você está cobrando por não ter feito a você mesmo: quando faço de menos posso estar deixando de manifestar meus quereres e minhas vontades, quando faço de mais posso estar tirando de mim algo que não deveria. Perceba suas relações profissionais, suas relações afetivas, suas relações familiares e veja o quanto você cobra por ter dado de mais e recebido de menos, ou o quanto poderia ter feito mais do que fez. Perceba onde nascem as cobranças que você está fazendo a você mesmo e aos outros.

Estas duas forças, também podem ser chamadas de feminino e masculino, yin e yang. Quando elas estão em desequilíbrio, percebemos que algo falta em nós ou os outros percebem, e não fluímos, e não conseguimos nos sentir satisfeitos nas relações com nós mesmos e com os outros. Não estamos íntegros, porque as forças não estão integradas. Quando isso ocorre nos tornamos homens e mulheres “fracos(as)”, que por incrível que pareça, fazem força para assumir seus posicionamentos e suas responsabilidades. E nestes casos vemos exemplos de homens e mulheres, cada um dentro da sua especificidade de gênero, sendo “brutos”, “chutando o balde” ou “forçando a barra” em tudo para alcançar objetivos, sendo impulsivos e descontrolados, e o mundo em guerra constante, e as relações são uma história sem fim de brigas e confrontos (sejam elas profissionais ou pessoais).

A busca do equilíbrio, a busca pela integração das forças, é também a busca do equilíbrio na vida, nas relações. Mesmo que a mudança esteja em cada um, e cada um tendo a sua tarefa particular consigo mesmo, assumindo suas responsabilidades, a sua mudança é profunda mudança nos outros. Desta forma contribuímos com o equilíbrio do todo, sem necessariamente sermos os responsáveis pelo equilíbrio dos outros. Um homem que integra sua força feminina, permite a mulher encarar suas responsabilidades de uma forma equilibrada com sua força masculina. Uma mulher que integra sua força masculina permite ao homem encarar suas responsabilidades com sua força feminina.

Ser um homem sensível não é assumir a sensibilidade da mulher. É assumir sua força, sabendo que a qualidade e intensidade desta força está no seu posicionamento, como toma e assume suas decisões, e é determinado no caminho que escolheu, e não no ímpeto e impulsividade que determina.

Ser um homem forte não é assumir a agressividade e brutalidade como justificativa da sua virilidade e vitalidade masculina. E sim, como você dá direção e foco nas coisas que você é responsável em resolver, E VOCÊ RESOLVE. E, também, como você toma conta daquilo que é seu, E VOCÊ CUIDA.

A mudança está em cada um, que deve assumir suas responsabilidades pelo seu processo de mudança. Quando assumimos nosso lugar assumimos uma posição de maior equilíbrio e fluímos com mais força e sensibilidade.

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