A developer's cry for help
Diogo Beda
1814

Oi Diogo, tudo bem?

Eu já tive disso que você descreveu (digo “disso” porque não encontrei um nome melhor). É complicado porque a maioria das pessoas não entende e até briga um pouco com a gente pelas oportunidades que deixamos passar nesse período.

Eu trabalhava na Folha Dirigida, um jornal de concursos muito conhecido. Era web designer de lá, CLT, e sequer tinha terminado a faculdade. Aliás, até tive que abandoná-la para poder trabalhar, porque a distância era muito grande do trabalho até o campus.

Ganhava um bom salário, tinha um horário bom (10h as 19h) e plano de saúde. Para muitos, era o trabalho dos sonhos.

Só que o que me deixou inquieta e bastante ansiosa sobre ele foi a mesmice. Eu sempre fazia as mesmas coisas: newsletter, imagens para facebook, landing pages. Nada além disso, nada que me desafiasse ou que me fizesse coçar a cabeça.

Essa estagnação me tomou de um jeito absurdo, e eu resolvi sair de lá e entrar num estágio ganhando menos, porém fazendo mais do que eu gostava (acabou não dando certo, mas valeu a experiência). Isso foi o que me ajudou a sacudir a poeira, pois acabamos nos moldando às rotinas do local onde trabalhamos, e para nós essa zona de conforto é bem perigosa.

O que eu te aconselho a fazer é tirar um tempo longe do código, pra refrescar sua cabeça, até você sentir falta dele. Nesse tempo de “férias” dos códigos, pensa em você. Se cuida, faz outras coisas que você gosta, atividades físicas, algo que ajude a bombear teu sangue pelo corpo, entende? E enquanto isso pensa em o que você ainda quer fazer. Seja uma library, aprender uma nova linguagem, pensa em coisas desafiantes. E nunca, NUNCA desista, mesmo se parecer difícil ou se seu ânimo sumir. Não desiste nunca do que você quer fazer.

One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.