‘Ai Meu Deus, Ai Meu Jesus’ de Fabrício Carpinejar

A dica literária dessa semana é o livro de crônicas do escritor, poeta e jornalista gaúcho Fabrício Carpinejar publicado em 2012: ‘Ai Meu Deus, Ai Meu Jesus’.
O livro reúne algumas pequenas crônicas do escritor sobre amor, relacionamentos duradouros ou não, conquistas, início de namoro, alma feminina, alma masculina e, principalmente sexo.
Alguns deles podem ser divertidos, como quando o namorado foi, pela primeira vez, dormir na casa da sogra e passou um vexame muito grande ao ter se equivocado e colocado roupa inapropriada para o café da manhã, outros um pouco desesperançosos, como o Injustiça em que Fabrício afirma que não há justiça no amor, que o amor não é democrático e não é prêmio por bom comportamento ou em O Quase é Tão Cheio de Tudo onde declara que é muito provável que as pessoas que não foram amadas e as que amam sem ser amadas são as que mais amam.
Fabrício ainda escreve crônicas com temas como o cheiro das mãos após a primeira vez de um homem, a franqueza ou a falta dela em um relacionamento, ciúmes, trocas de papéis entre homens e mulheres, algumas delas com um certo tom rodriguiano como na crônica em que afirma que o homem que broxa em um ato extra conjugal está automaticamente perdoado da traição, pois não a cometeu.
Fabrício é gaúcho da cidade de Caxias de Sul e um dos grandes destaques da literatura brasileira contemporânea, ao lado da também gaúcha Martha Medeiros. Autor de mais de vinte livros, entre eles cinco de crônicas e oito de poesia, Carpinejar já recebeu diversos prêmios literários, como o Jabuti de 2009, além de ter sido escolhido uma das 27 personalidades mais influentes pela revista Época, devido a sua atuação em plataformas digitais. Tem mais de 150 mil seguidores no twitter e acumula mais de dois milhões de visitantes em seu blog.
Carpinejar ainda apresenta o programa de entrevistas A Máquina na TV Gazeta, em que já recebeu muitas personalidades, como Luciana Genro, Viviane Mosé, Marina Person, Padre Fábio de Mello, Luana Piovani, Arthur Veríssimo, Michel Melamed, Ana Carolina, Elke Maravilha e os colega de profissão Martha Medeiros e Xico Sá.
O livro ‘Ai Meu Deus, Ai Meu Jesus’ já ganhou uma versão teatral adaptada pelo próprio Fabrício Carpinejar, estreante em dramaturgia. ‘O Amor Perdoa Tudo, Inclusive o Casamento’ ficou em cartaz, em 2016, por cerca de cinco meses no Rio de Janeiro, fazendo duas temporadas no Teatro do Sesi e do Leblon, tendo no elenco Alexandra Richter, Mouhamed Harfouch e Marcelo Aquino.