Ele veio me buscar: foi o que disse o personagem, no meu sonho.

Se você já passou por começos de relacionamento sabe bem a expectativa que se cria em relação a conhecer a pessoa, logo, qualquer momento a dois se torna de uma valia, ímpar.

Eu não sei muito bem o que eu vou te contar, do que eu realmente queria falar, pois vou contar lhes sobre um sonho que tive ante de ontem e me acabou em pedaços. Porque na verdade ele começou a dois anos e nove meses e seis dias atrás.

Na faculdade você conhece o mundo, divide o seu mundo e incorpora vários mundos ao seu todos dias. Dia desses que eu esbarrei com ele; alto, branco, cara de nerd do estilo despojado. Não precisei procurar muito pra achar o “feice”, dei uma de lerdo e mandei um vídeo qualquer, aliás era um Cover meu de uma música da moça que queria estar morta, mas tá viva. A gente começou a conversar e quando eu dei por mim já era sexta-feira, dia de se jogar no bar da esquina com os colegas de humanas, três “sms” e a gnt tava pertinho, uma rodinha, eu inventei de ir na faculdade e levei ele comigo. Ah! Casa Amarela … meu refúgio de aula chata, canto de chorar a saudade dos pais, da <bad> bater forte e eu me jogar no refrão de “Heavens Know I am Misarable Now” do The Smiths em um dos três tempos de “Comunicação e Discurso”.

Eu te coloquei dentro da minha vida que era tão miserável, tão pequena, tão frágil.

Antes de pensar em ser ,já não era, mas eu tava com o fone muito alto pra ouvir qualquer coisa. Os meus sonhos, que por sinal sempre me alertaram das coisas, me mostravam você passando por mim e me ignorando como quem não pudesse me enxergar, eu me recusa, me recusa e me recusa a pensar nessa possibilidade.

Um feriado a gente saiu, lugar legal, festa cheia, a gente se desgrudou duas músicas e você reclamou, eu nunca tinha ficado com dor no pescoço de tanto beijar.

Eu lembro do exato momento que tocou música da fada “os dias de cão …” são seletivos, meus caros!

Você me mandou msg, disse que todos os seus amigos tinham gostado de mim, eu sorri até não poder mais, quem derá tivesse parado aí.

Voltando pro sonho, o moço se aproxima e pergunta: “olha, eu estou aqui, eu vim mesmo”. Nós estamos a mesa comendo e eu penso em como um cara rico, bonito, viajado como você estava aqui me dando atenção, querendo a minha atenção, era tão ilógico, utópico.

Você se levantou e disse que queria casar comigo, e eu perplexo pulava no seu colo de quase 2 metros.

Daí, teve daquelas coisas de sonho que você pisca e está em outro local, sabe?

Uma balada legal, a gnt dançando, você me beijava várias vezes, a gente vinha pra casa, íamos dormir.

Esse mundo compartilhado se perdeu, os sonhos previsões foram se tornando verdade, dois meses sem saber de você, os ser humaninhos falavam que você era estranho, que não falava e eu só retrucava dizendo que era o seu jeito, mas que comigo você falava, eles estavam certos.

Foi doloroso entender que era só físico para você, porque era transcendente para mim. Você se afastou de vez, era outubro, dia 25, já fazia três meses que a gente se conhecia, e eu bobo acreditava ser o nosso dia, você postou uma frase que me marcou lá no fundo. Eu vi todas as possibilidades da minha cabeça no chão, elas ecoaram com a conversa do day after Party “não se apega!” “N Ã O S E A P E G U A!”, não sente mais isso tudo que é muito, é intenso, é mágico, é novo, é … amor? Não sente, eu te tiro esse direito, agora.

Esse dia eu passei chorando na praia porque ouvi teu nome na roda de coleguinhas que fizemos na praia.

Era como se tivessem desligado o oxigênio, como se eu não soubesse como andar, porque era tão pesado andar. Toda a cor do mundo se resumiu em cinza. Eu não sabia mais conversar, rir, sentir as coisa, eu estava sozinho.

Eu não tô aqui pra dizer que é culpa sua, aliás, nunca foi. Os sentimentos eram meus, eu estava errado, eu ignorei os sinais, eu sinto muito.

Eu desaprendi a amar, eu nem sabia na verdade. Eu espero nunca mais amar, mesmo querendo desesperadamente isso todos os dias o que eu tinha com você, mesmo chegando à conclusão que só se ama, um amor verdadeiro uma única vez na vida, e que todas as outras vezes você só gosta da pessoa, mas você sabe que não vai encontrar nunca mais nada parecido, então você fica.

Sabe o sonho? Eu acordei, e não tinha ninguém. Era apenas eu, dois cobertores Queen Size, um fone de ouvido e um celular na tomada.

Essa história existe, porque que eu aprendi a não amar mais, a vida faz isso com algumas pessoas, tudo bem. Eu não sei como terminar tudo isso, por que dentro de mim é meio que como se não estivesse acabado. Já passou tempo, dói menos, levou tempo pra estancar, bastante, pra te ver sem chorar, pra não arrepiar com teu nome, pra parar de sonhar todas as noite com você, mas acabou.

E eu gostaria que acabasse como o sonho, que eu acordasse e entendesse que foi só um sonho, por mais que me decepcione, tenha sido só um sonho.

Essa foi uma narrativa de dois acontecimentos, um sonho e um fato, que eu estou contando para me ninar. Como um conto de fadas, sem as fadas.

Já tenho sonho,

Dorme com Deus, menino da toca.

P.s.: obrigado especial para as cantoras Tina Dico, Sandy e Adele vocês sabem fazer música de sofrência como ninguém, me ajudou bastante.

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